Pinto foi responsável pelos vazamentos de documentos privados que deram início a uma investigação da Premier League sobre o Manchester City e, por fim, levaram o clube a ser considerado culpado por acusações relacionadas a graves violações das regras financeiras da liga.
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Depois de concordar em cooperar com as autoridades e fornecer arquivos que havia reunido como parte de sua operação Football Leaks, ele entrou no programa de proteção a testemunhas de Portugal em 2020, recebendo segurança e uma moradia confidencial.
No entanto, sua equipe jurídica afirma agora que ele está prestes a perder essa proteção do Estado.
"A situação dele agora é crítica. As ameaças contra ele não são meramente teóricas; ele foi agredido em Lisboa em abril passado. Suas revelações envolveram figuras poderosas, com vastos recursos e muitos dos processos judiciais decorrentes ainda estão em andamento", diz o comunicado.
"Privado de forma abrupta de sua moradia protegida e lançado em uma situação de extrema precariedade, Rui Pinto estaria agora mais vulnerável do que em qualquer momento desde 2020", afirma.
Escândalo financeiro do Manchester City
Em 29 de setembro, o Manchester City foi considerado culpado pela Premier League de todas as acusações relacionadas a violações das regras financeiras da liga ao longo de nove temporadas, de 2009 a 2018. As punições ainda serão definidas pela liga inglesa.
A investigação de quatro anos foi julgada por uma comissão independente. O City nega qualquer irregularidade e promete recorrer.
O comunicado ainda ressalta que apresentará um recurso administrativo com efeito suspensivo contra essa decisão. Os advogados informaram, também, que solicitaram ao Ministério da Justiça português que reavaliasse a decisão, na última quarta-feira (30).
"Os advogados de Rui Pinto pediram que o MP reconsiderasse essa decisão, divulgasse os detalhes da reavaliação de risco em que ela se baseia, garantisse que seu cliente fosse ouvido e assegurasse, em qualquer circunstância, a continuidade de sua proteção. Até agora, não houve resposta", explica.
"Essa decisão e a forma como foi tomada, infelizmente, não respeitam o Estado de direito e constituem um ato de terrorismo de Estado. Não podemos aceitar isso", conclui a nota.
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