O ex-goleiro, que atuou no Cali entre 2011 e 2012, precisa responder por um papel logístico na gestão de aeronaves, combustível e contatos internacionais para o tráfico de drogas vindas da Colômbia, Peru e Bolívia, revelou à imprensa a promotora da unidade antinarcóticos, Ingrid Cubilla.
O juiz especializado em crime organizado, Osmar Legal, determinou na sexta-feira a transferência de Centurión para o presídio de Tacumbú, em Assunção, após sua apresentação na tarde de sexta-feira.
Víctor foi declarado foragido da justiça na última quarta-feira pelos crimes de tráfico internacional, associação criminosa e comercialização de substâncias entorpecentes, que podem resultar em penas de até 22 anos de prisão, segundo a funcionária do Ministério Público.
De acordo com a acusação do Ministério Público, Centurión respondia ao foragido Dionisio Cáceres, ex-gerente do clube Rubio-Ñú, da primeira divisão paraguaia, onde o ex-goleiro também jogou.
"Operação Nexus II"
Cáceres, também considerado foragido da justiça, estava ligado ao paraguaio, atualmente preso, Alexis González Zárate, e ao uruguaio Sebastián Marset, apontado como o narcotraficante mais procurado da América do Sul.
Marset também foi jogador de futebol no Paraguai e na Bolívia.
A prisão de Centurión, que também fez parte dos elencos dos times paraguaios Olimpia, Libertad e Guaraní, aconteceu dentro da chamada "Operação Nexus II", que investiga o esquema de narcotráfico vinculado a Marset.
