Agora, em 2026, o desafio é ampliar a hegemonia brasileira no torneio e superar um adversário que, apesar de ter sofrido nas mãos de clubes do Brasil no passado, transformou sua casa em uma fortaleza contra os visitantes.
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O primeiro embate decisivo entre os hermanos e o Flamengo ocorreu em 1995, quando o Rubro-Negro perdeu a antiga Supercopa Libertadores para o Independiente.

Em 2001, foi a vez do San Lorenzo levantar o troféu da extinta Copa Mercosul. Após dois empates, os Cuervos venceram o Urubu nos pênaltis e garantiram a taça.
Quis o destino que, em 2017, o Flamengo reencontrasse o Independiente, seu algoz de 1995. O duelo decisivo da Copa Sul-Americana deu o título ao Rei de Copas, que levantou a taça em pleno Maracanã.
A escrita só foi quebrada em 2019, quando o Flamengo finalmente venceu um rival argentino em uma final — com um enredo recheado de drama.
Após sair atrás no placar diante do River Plate, o time contou com o heroísmo de Gabigol para virar a partida nos minutos finais e fazer história. O título da Libertadores marcou a primeira conquista rubro-negra sobre uma equipe da Argentina em decisões continentais.
Soberania brasileira na Recopa
Se vencer o Lanús, o Flamengo garantirá ao Brasil o sexto título da Recopa sobre uma equipe argentina. Além disso, o Rubro-Negro carioca se juntará a Internacional, Cruzeiro, Grêmio e Atlético-MG no rol de brasileiros que superaram times do país do tango na grande decisão.
Ao analisarmos as últimas 10 decisões da Recopa — incluindo a de 2026 —, nota-se que metade delas foi protagonizada por brasileiros e argentinos. O dado evidencia que os dois países têm tido uma presença constante nas finais da Libertadores e da Sul-Americana, consolidando-os como as grandes potências do continente.
Com 13 títulos de Recopa, o Brasil lidera o ranking de maiores vencedores da competição, seguido pela Argentina, que faturou 11 edições. São Paulo, Inter e Grêmio são os responsáveis por quase metade dos troféus na galeria brasileira – cada um foi campeão duas vezes.
Boca Juniors e River Plate seguem como os maiores campeões: enquanto o time da Bombonera soma quatro conquistas, os Millonarios venceram três.

Lanús tenta equilibrar números na decisão contra brasileiros
Esta será a segunda Recopa disputada pelo Lanús, e as lembranças do time argentino contra os brasileiros não são das melhores. Em 2014, a equipe então treinada por Guillermo Schelotto perdeu o jogo de ida para o Atlético-MG por 1 a 0.
Na volta, em Belo Horizonte, os argentinos fizeram o Galo “bailar um tango” nada agradável e venceram por 3 a 2 no tempo normal. Contudo, na prorrogação, o Atlético anotou mais dois gols, selou o placar em 4 a 3 e sagrou-se campeão da Recopa pela primeira vez em sua história.
O trauma dos Granates diante do clube mineiro, porém, é ainda mais antigo. Os dois times já haviam se enfrentado na final da Copa Conmebol de 1997, e nem mesmo o fator casa foi suficiente para conter o ímpeto do Galo, que aplicou uma sonora goleada de 4 a 1 em solo argentino, encaminhando o título que viria a conquistar em território brasileiro.
Em 2017, o Lanús conseguiu chegar a uma inédita final de Libertadores, mas a equipe foi superada pelo Grêmio nos dois jogos — 1 a 0 em Porto Alegre e 2 a 1 na Argentina.
Por outro lado, as duas vagas conquistadas pelo time argentino na Recopa vieram de triunfos sobre equipes brasileiras. Em 2013, sagrou-se campeão da Sul-Americana diante da Ponte Preta.
Já no ano passado, a equipe reeditou a final de 2014 contra o Atlético-MG e levantou seu segundo troféu da competição após uma vitória dramática nos pênaltis.

Ciudad de Lanús: o trunfo do time argentino
Em 16 partidas como mandante contra times brasileiros, o Lanús ostenta um aproveitamento de 58,3%, somando nove vitórias, um empate e seis derrotas. O Flamengo tenta agora se juntar a Cuiabá, Grêmio, Atlético-MG e Cruzeiro na seleta lista de clubes do Brasil que conseguiram triunfar sobre os Granates em solo argentino.
Em 2026, o time do sul da Grande Buenos Aires ainda não perdeu em seus domínios — soma dois empates e uma vitória pelo Campeonato Argentino. No histórico do confronto direto, as lembranças também favorecem os cariocas.
Em 2012, o Flamengo visitou o Lanús pela fase de grupos da Libertadores e arrancou um empate. Na volta, o Rubro-Negro goleou por 3 a 0, mantendo o tabu de nunca ter perdido para a equipe argentina.

