Em entrevista à radio italiana CRC, o dirigente afirmou que o sistema atual” faliu” e propôs uma reforma radical para salvar a Azzurra.
Para De Laurentiis, o excesso de jogos é o principal vilão do desempenho físico e técnico dos atletas. Sua "receita" para a reconstrução do futebol italiano passa pela redução de times na elite do campeonato do país.
"Sempre dissemos que se joga demais e tudo isso destrói nossos jogadores. Hoje continuamos querendo ter 20 equipes na Serie A, mas se voltássemos para 16 times e abolíssemos as Supercopas disputadas na Arábia Saudita, pouparíamos nossos jogadores — que são um patrimônio pago por nós — e teríamos tempo para deixar a seleção treinar", defendeu o presidente.
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Laurentiis criticou a estagnação dos dirigentes locais: "Há anos argumento que tudo no futebol italiano está dormente e nada muda, porque quando nada muda, todos 'sobrevivem'. Eu não sou alguém que gosta de apenas sobreviver."
O presidente do Napoli também tocou em um ponto sensível na relação entre clubes e federações: o aspecto financeiro. Ele afirmou estar cansado de ceder seus atletas sem as garantias adequadas, especialmente após sucessivas frustrações com a seleção.
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"Meus jogadores estão à disposição se você me reembolsar uma parte consistente do que investimos e se me der um seguro total do valor dele em caso de lesão. Não podemos sempre jogar com o dinheiro dos outros. É preciso colocar os pontos nos is, porque o momento não é trágico, desde que todos tomem consciência e recomecem do zero."

Modelo Olímpico como inspiração
De Laurentiis sugeriu que Giovanni Malagò, presidente do Comitê Olímpico Nacional Italiano (CONI), assumisse as rédeas do futebol para aplicar o profissionalismo visto em outras modalidades. "Se amanhã de manhã recomeçássemos com ele, creio que em dois anos seríamos fortes novamente", projetou.
Enquanto a Azzurra patina no futebol, em outros esportes olímpicos o país tem brilhando nos últimos anos.
