"Durante nossa conversa, expliquei que um processo legal estava em andamento, envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA, e que o caso seria resolvido oportunamente pelas autoridades competentes", declarou o chefe do futebol mundial.
Criticado desde a suspensão, no domingo, da sanção imposta a Balogun — expulso nas oitavas de final por pisar na perna do bósnio Tarik Muharemovic e agora elegível para o jogo das quartas de final contra a Bélgica —, Gianni Infantino não comentou o mérito da questão.
"Leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando são tornadas públicas. Às vezes, elas me surpreendem. Às vezes, concordo com elas, e às vezes, não", desconversou. "O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam."
O dirigente ítalo-suíço afirmou que a independência dos órgãos judiciais da FIFA — os comitês disciplinar, de ética e de apelações — é "essencial para a credibilidade e integridade do futebol" e que esses órgãos decidem "de forma autônoma", "com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos que lhes são apresentados".

O Comitê Disciplinar da FIFA não divulgou os motivos que o levaram a retirar a suspensão de Balogun para "uma suspensão condicional de um jogo, acompanhada de um período probatório de um ano".
Nem mesmo à federação belga, que lamentou na tarde de segunda-feira não ter recebido "nem a decisão da FIFA nem a menor explicação sobre o caso".
De acordo com o Código Disciplinar da FIFA, todos os membros do seu Comitê Disciplinar são eleitos para mandatos de quatro anos pelo Congresso da organização, "sob proposta do Conselho", ou seja, o órgão executivo presidido por Infantino. O atual presidente é Mohammad Al Kamali, dos Emirados Árabes Unidos, eleito pouco antes da Copa do Mundo de 2026.
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