Infantino se defende e afirma ter dito a Trump que os órgãos da FIFA são "independentes"

Infantino negou interferência na retirada de suspensão de Balogun
Infantino negou interferência na retirada de suspensão de BalogunEloisa Sanchez/Reuters

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, disse nesta segunda-feira (6) que recebeu um telefonema de Donald Trump para discutir o cartão vermelho dado ao atacante americano Folarin Balogun, ao qual teria respondido que os órgãos disciplinares da organização são "independentes".

"Durante nossa conversa, expliquei que um processo legal estava em andamento, envolvendo os órgãos judiciais independentes da FIFA, e que o caso seria resolvido oportunamente pelas autoridades competentes", declarou o chefe do futebol mundial.

Criticado desde a suspensão, no domingo, da sanção imposta a Balogunexpulso nas oitavas de final por pisar na perna do bósnio Tarik Muharemovic e agora elegível para o jogo das quartas de final contra a Bélgica —, Gianni Infantino não comentou o mérito da questão.

"Leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando são tornadas públicas. Às vezes, elas me surpreendem. Às vezes, concordo com elas, e às vezes, não", desconversou. "O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam."

O dirigente ítalo-suíço afirmou que a independência dos órgãos judiciais da FIFA — os comitês disciplinar, de ética e de apelações — é "essencial para a credibilidade e integridade do futebol" e que esses órgãos decidem "de forma autônoma", "com base nos regulamentos aplicáveis ​​e nos fatos específicos que lhes são apresentados".

O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelho
O árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou o cartão vermelhoPhil Noble/Reuters

O Comitê Disciplinar da FIFA não divulgou os motivos que o levaram a retirar a suspensão de Balogun para "uma suspensão condicional de um jogo, acompanhada de um período probatório de um ano".

Nem mesmo à federação belga, que lamentou na tarde de segunda-feira não ter recebido "nem a decisão da FIFA nem a menor explicação sobre o caso".

De acordo com o Código Disciplinar da FIFA, todos os membros do seu Comitê Disciplinar são eleitos para mandatos de quatro anos pelo Congresso da organização, "sob proposta do Conselho", ou seja, o órgão executivo presidido por Infantino. O atual presidente é Mohammad Al Kamali, dos Emirados Árabes Unidos, eleito pouco antes da Copa do Mundo de 2026.

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