“Dentro de uma avaliação estratégica alinhada às premissas que norteiam o esporte olímpico do Flamengo, o clube encerra sua participação na modalidade canoagem”, escreveu a equipe carioca.
“A decisão está em consonância com a filosofia rubro-negra de aliar excelência competitiva ao investimento contínuo na formação, no desenvolvimento de atletas e no fortalecimento das modalidades a partir de estruturas permanentes”, acrescentou o Flamengo.
Isaquias Queiroz teve seu vínculo renovado com o Flamengo em março do ano passado, tendo como objetivo o ciclo até os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A permanência do atleta chegou a ser tratada como prioridade pelo departamento de esportes olímpicos do Flamengo.
Isaquias é o segundo maior medalhista brasileiro em Jogos Olímpicos. Com a prata no C1 1.000 metros em Paris 2024, ele chegou ao quinto pódio da carreira e igualou os velejadores Robert Scheidt e Torben Grael. Eles ficam atrás apenas de Rebeca Andrade, que também é assistida pelo Flamengo e possui seis medalhas olímpicas na carreira.
O Rubro-Negro também citou o fato de que os atletas da canoagem não residem no Rio de Janeiro, o que inviabiliza a consolidação de um trabalho de base.
“Atualmente, tanto Isaquias Queiroz quanto Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento não residem nem realizam seus treinamentos no Rio de Janeiro. Esse contexto inviabiliza a consolidação de um trabalho estruturado de base e a formação de novos talentos, pilares fundamentais do projeto esportivo do Flamengo e parte essencial do seu DNA histórico”, pontuou.
Fim do Pararemo
Outra decisão que levantou questionamentos foi o fim da equipe paralímpica de remo, formada por Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos de Oliveira e Valdenir Junior. O custo gerado pelo time estava orçado em R$ 10 mil por mês, valor considerado irrisório diante do último balanço histórico apresentado pelo Rubro-Negro.
Veja abaixo a nota oficial do Flamengo:
O Flamengo se orgulha de ter contado em sua equipe com Isaquias Queiroz, um dos maiores atletas da história do esporte olímpico brasileiro. Campeão olímpico, com cinco medalhas em Jogos, e referência mundial na canoagem, Isaquias vestiu o Manto Sagrado por cerca de 7 anos nesta última passagem, encerrando seu ciclo no clube de forma marcante e deixando um legado de conquistas que nos orgulha.
Dentro de uma avaliação estratégica alinhada às premissas que norteiam o esporte olímpico do Flamengo, o clube encerra sua participação na modalidade canoagem. A decisão está em consonância com a filosofia rubro-negra de aliar excelência competitiva ao investimento contínuo na formação, no desenvolvimento de atletas e no fortalecimento das modalidades a partir de estruturas permanentes.
Atualmente, tanto Isaquias Queiroz como Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento não residem nem realizam seus treinamentos no Rio de Janeiro. Esse contexto inviabiliza a consolidação de um trabalho estruturado de base e a formação de novos talentos, pilares fundamentais do projeto esportivo do Flamengo e parte essencial do seu DNA histórico.
O Flamengo agradece a Isaquias Queiroz, a Gabriel Assunção, a Mateus dos Santos, a Valdenice do Nascimento e a Roberto Maehler por todo o profissionalismo, dedicação e pelas conquistas alcançadas durante o período em que defenderam o Manto Sagrado, e deseja pleno sucesso na continuidade de suas trajetórias esportivas.
O Clube de Regatas do Flamengo também encerra sua participação no pararemo. O clube agradece aos atletas Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcellos e Valdenir Junior por representarem o Manto Sagrado com dedicação, comprometimento e espírito esportivo, contribuindo para a história rubro-negra no paradesporto. O Flamengo reconhece a importância de suas trajetórias e deseja pleno êxito na continuidade de suas carreiras.
