A Noruega terminou os Jogos Olímpicos no topo do quadro de medalhas, com 41 conquistas, seguida pelos Estados Unidos e pela Holanda.
Depois de duas semanas de competições, o esporte deu lugar à arte e ao espetáculo em Verona, conhecida mundialmente como o cenário do drama "Romeu e Julieta", encerrando com estilo a quinzena olímpica italiana, especialmente com o tradicional desfile dos atletas.
O anfiteatro, com um grande palco central cercado por uma enorme cortina verde e lustres, destacou a riqueza cultural da Itália, de Verona e das regiões: "um espetáculo onde a Itália vira palco", segundo os organizadores.
Essa cerimônia também ressaltou a particularidade desses Jogos, realizados em sete locais diferentes e espalhados por 22.000 km², uma dispersão que chegou a preocupar antes do evento, principalmente em relação ao transporte de atletas e espectadores.
Esses Jogos, ao priorizar instalações já existentes, inauguraram "uma nova geração de Jogos de Inverno", avaliou a presidente do COI, Kirsty Coventry, em seu discurso.
"Vocês ofereceram uma nova geração de Jogos de Inverno e estabeleceram um modelo de referência para as próximas edições. Podem se orgulhar", afirmou ela, pouco antes da extinção dos dois caldeirões olímpicos, que tinham sido acesos em 6 de fevereiro em Milão e em Cortina.
Transição para os Alpes-2030
Como manda a tradição, a noite serviu como ponte para os próximos Jogos de Inverno, que vão acontecer daqui a quatro anos nos Alpes Franceses.
Para marcar a passagem entre as duas edições, a bandeira olímpica foi oficialmente entregue aos Alpes Franceses – antes da extinção das tochas olímpicas. Fabrice Pannekoucke, presidente da região Auvergne Rhône-Alpes (AURA), e Renaud Muselier, presidente da região Provence-Alpes-Côte d'Azur, receberam a bandeira olímpica das mãos de Kirsty Coventry.
Uma versão especial da Marselhesa, interpretada pela mezzo-soprano Marine Chagnon, ecoou nas Arenas de Verona, seguida por uma apresentação ao vivo misturando artistas e atletas e por um filme exibido nas telas, dando um gostinho do que os Jogos Olímpicos de 2030 vão trazer.
Essa cerimônia foi um momento especial para o Comitê Organizador dos Jogos (COJOP), que vem enfrentando turbulências com a saída de três dirigentes desde o início de dezembro e está envolvido em uma crise de governança.
A bandeira olímpica vai fazer seu "grande retorno" à França nesta segunda-feira em Albertville (Savoie), durante uma grande festa de luzes e sons, com a presença anunciada dos medalhistas dos Jogos italianos.
