"Não sei o que vai acontecer. Da minha parte, está tudo em aberto", afirmou o treinador. "Se eu aceito a volta dele? Quem tem que decidir é ele, antes de eu fazer a convocação. Se estiver jogando e quiser estar presente, por que não? Mas não depende de mim."
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Questionado se um eventual retorno seria para uma despedida ou para seguir competindo, Jorge Jesus reforçou que o atacante segue nos planos, desde que esteja em atividade.
"Para mim, o Cristiano será um jogador convocável na próxima convocação, caso esteja jogando. Se quiser, vai voltar para a seleção. Não dá para quebrar uma amizade de um ano por causa de uma situação que eu nem consigo entender", declarou.
Sobre a possibilidade de uma reunião com o jogador antes da próxima lista, o técnico se mostrou favorável, mas voltou a dividir a responsabilidade: "Concordo, mas isso não depende de mim. As duas pessoas têm que chegar a um entendimento."
"Nunca foi um problema"
O treinador também minimizou o atrito com o camisa 7, que teria começado por uma questão envolvendo o aquecimento do jogador. Para Jorge Jesus, a repercussão só ganhou essa dimensão pelo tamanho do personagem.
"Só porque foi ele é que se criou todo esse problema, por ter aquecido ou não ter aquecido. Isso acontece com todos os jogadores. O Cristiano é diferente, é um símbolo, mas, para mim, nunca foi um problema", disse.

O técnico ainda negou que o episódio tenha abalado sua autoridade no comando da equipe.
"Para mim, isso nunca foi um caso. Ter um jogador que é um símbolo como ele não significa que tenha que existir algo inegociável da minha parte como treinador. Não aconteceu nada de especial que colocasse em xeque a minha autoridade", afirmou. "Foi um mal-entendido. É fácil de resolver. Quando vamos resolver? Não sei. Só depois vamos saber."
Classificação garantida
Dentro de campo, o resultado diante dos noruegueses garantiu a classificação de Portugal com duas rodadas de antecedência. O treinador reconheceu que a atuação ficou abaixo da apresentada contra a Dinamarca, mas destacou a força do adversário.
"Tudo o que projetamos em relação à Noruega e à qualidade do time deles se confirmou. Eles têm o melhor centroavante do mundo (Erling Haaland), o Odegaard, que é um dos melhores meias-atacantes do mundo, e um time muito completo e forte fisicamente", avaliou. "Só com muita qualidade técnica é possível vencer essa equipe."
Para Jorge Jesus, a campanha superou as próprias expectativas.
"O mais importante era garantir a classificação. Fizemos uma campanha que eu não imaginava ser possível, apesar de acreditar no grupo. Agora é esperar pelos dois últimos jogos", concluiu.
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