"Assumo completamente. Há quatro anos estive com a seleção na Rússia, estou com eles no Catar", declarou Macron em sua chegada a Bruxelas para uma reunião de cúpula europeia.
O presidente assistiu à vitória da França nas semifinais da Copa do Mundo sobre o Marrocos, na quarta-feira (14), e retornará a Doha no domingo (18) para a final contra a Argentina.
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Macron também falou sobre a final e sobre o capitão da seleção rival, Lionel Messi. "É um grande jogador quando joga em Paris, mas eu prefiro quando está em Paris do que em sua seleção. Daremos o melhor. Temos muito respeito por esta equipe. Mas acredito que a seleção francesa está bem preparada, temos jogadores muito jovens e muito experientes".
Macron acredita que seus compatriotas pensam como ele a respeito da Copa do Mundo.
"Aconteceram muitos debates, as pessoas afirmavam 'não vamos assistir, vamos boicotar a televisão'. Os números estão aí", declarou, em referência às grandes audiências na TV, apesar dos pedidos de boicote ao Mundial do Catar.
"Amamos nossa seleção, estamos orgulhosos, queremos que vença, vamos apoiar até o fim. Agora cruzo os dedos para domingo", acrescentou.
Catar envolvido em escândalo de corrupção
Ao mesmo tempo, o Catar está envolvido em um grande escândalo de corrupção que envolve a eurodeputada grega Eva Kaili, detida na semana passada e destituída do cargo de vice-presidente do Parlamento Europeu. A política de 44 anos é acusada de receber pagamentos do país-sede da Copa para defender seus interesses.
"É necessário que a justiça e todas as instituições façam o seu trabalho", disse Macron, que elogiou a "transparência" desde o início do caso.
"Temos que conhecer os fatos, entender quem está envolvido e depois tomar as medidas apropriadas. As instituições competentes tomarão as decisões correspondentes com base nos fatos", declarou.
