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Melhor jogo internacional da história da NFL? Rio passa no teste da Liga e arranca elogios

Jogo da NFL no Rio superou as expectativas e arrancou elogios
Jogo da NFL no Rio superou as expectativas e arrancou elogios REUTERS/Sergio Moraes TPX IMAGES OF THE DAY

O Rio de Janeiro viveu uma semana inesquecível de imersão no futebol americano, coroada por um dos finais de semana mais marcantes da história do esporte no país. A cidade abraçou o hype da NFL, recebendo milhares de turistas de todas as regiões do Brasil e uma legião de norte-americanos que aproveitaram a oportunidade para unir o amor pelas suas franquias à experiência de conhecer a Cidade Maravilhosa.

A atmosfera tomou conta de pontos icônicos como Copacabana e a Lagoa Rodrigo de Freitas, que sediaram ativações oficiais da liga e de equipes como o New England Patriots. 

Veja como foi Dallas Cowboys 31 x 34 Baltimore Ravens 

Ações com comboios de motoqueiros cortando as avenidas e a presença massiva de torcedores trajando camisas de diversos times — e não apenas dos envolvidos na partida — evidenciaram a maturidade e o alcance do público brasileiro.

Redes sociais e repercussão global: "What a Game in Rio!"

Nas redes sociais e nos programas esportivos nos Estados Unidos, o tom era de entusiasmo absoluto. A expressão "What a game in Rio!" (Que jogo no Rio!) dominou as conversas, com diversos torcedores e analistas norte-americanos chegando a questionar se o confronto poderia ser considerado o melhor jogo internacional já realizado na história da NFL.

A atmosfera vibrante das arquibancadas e a intensidade em campo fizeram com que muitos comparassem o nível do duelo ao de uma partida de playoff.

A qualidade do espetáculo gerou até comparações bem-humoradas com os jogos realizados na Europa. Fãs britânicos brincaram sobre o "prestígio" do público brasileiro, destacando que, enquanto Londres frequentemente recebe confrontos de equipes em baixa, o Rio de Janeiro foi presenteado com um duelo épico entre candidatos ao Super Bowl.

Confira a tabela da NFL no Flashscore

Drama até o último segundo no Maracanã

Dentro de campo, Dallas Cowboys e Baltimore Ravens corresponderam a toda a expectativa. Sob o comando dos astros Lamar Jackson e Dak Prescott, o jogo entregou reviravoltas, ritmo acelerado e placar parelho durante todos os quatro quartos.

O ápice do drama veio no último segundo: um field goal decisivo de 56 jardas, convertido pelo kicker Tyler Loop, decretou a vitória do Baltimore Ravens por 34 a 31. O espetáculo contou com transmissão da CBS para a maior parte dos Estados Unidos e foi a menina dos olhos do Grupo Globo no Brasil.

Recorde de público e operação logística

Contrariando projeções pessimistas de bastidores sobre a adesão da torcida, a partida estabeleceu marcas históricas:

Público Recorde: 72.792 torcedores lotaram o estádio, registrando o maior público do Maracanã em 2026, o maior público do esporte brasileiro no ano e, obviamente, o maior público de um jogo da NFL em solo brasileiro.

Acesso e mobilidade: O transporte público via metrô e os serviços por aplicativo funcionaram com fluidez. O esquema de orientação na chegada facilitou o fluxo, embora tenha faltado sinalização mais específica nos corredores internos para direcionar os estrangeiros.

Alimentação e filas: A estrutura de concessões atendeu à demanda com preços alinhados a grandes eventos no país — opções de hambúrguer saíram por R$ 55, e a cerveja por R$ 19. Registraram-se filas pontuais nos quiosques, mas a equipe de apoio atuou para reabastecer e manter o atendimento ao longo do evento.

Desafio dos assentos numerados

Embora a torcida tenha demonstrado um respeito admirável à numeração das cadeiras — comportamento incomum no futebol tradicional —, a operação enfrentou gargalos pontuais:

Falta de numeração física: Em setores específicos do Maracanã, algumas cadeiras não apresentavam a numeração física gravada ou visível. Isso impediu que torcedores com ingressos marcados para esses assentos conseguissem se acomodar corretamente.

Desorientação do staff: Nestas áreas afetadas, parte da equipe de organização não soube indicar onde os torcedores deveriam se sentar. Esse fator destaca-se como o principal ponto de atenção para a organização, exigindo padronização e treinamento específico do staff para as próximas edições.

Avaliação da imprensa e atletas

A passagem pela capital fluminense arrancou elogios de grandes nomes do jornalismo esportivo norte-americano, como Stephen A. Smith, e do ex-jogador J.J. Watt, que compartilhou momentos aproveitando a orla de Copacabana.

A execução do hino nacional brasileiro e a apresentação do público antes do kickoff também foram amplamente exaltadas pelos atletas.

Condições do gramado e estrutura do estádio

A condição do campo foi acompanhada de perto pela imprensa internacional, mas não influenciou na qualidade do espetáculo. Pelo contrário.

Desempenho da superfície: Registrou-se a soltura de pequenos tufos e escorregões pontuais em arrancadas de velocidade, mas nada que impactasse a dinâmica do jogo. A própria conversão do chute final de 56 jardas confirmou que a superfície ofereceu condições para a definição técnica da partida.

Preservação do espaço: A área interna do Maracanã exibiu um contraste entre setores recém-reformados e corredores de circulação com desgaste do tempo, gerando comparações com o Estádio Azteca, no México. Por se tratar de um patrimônio tombado, a manutenção exige atenção contínua da administração.

Capítulo marcante para o esporte no Brasil

A resposta do público e a eficiência geral da operação credenciam o Rio de Janeiro para os próximos anos do contrato firmado com a NFL. Ajustados os detalhes de sinalização e numeração de assentos, o sucesso retumbante da estreia prova o enorme apetite do mercado brasileiro por grandes eventos esportivos e consolida o Rio na rota das grandes transmissões globais da liga.

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