Recorde as incidências da partida

O desejo de vencer era visto como um fator determinante para o desenrolar deste encontro entre os dois semifinalistas vencidos, e a teoria confirmou-se numa primeira parte extremamente desequilibrada, em que a Inglaterra – sem Harry Kane e Jude Bellingham – precisou de menos de três minutos para inaugurar o marcador. O capitão de circunstância, Declan Rice, intercetou um passe de Désiré Doué e avançou sem oposição antes de rematar com brilhantismo para o canto mais distante, fora da área.
Bukayo Saka viu depois um golo ser anulado por fora de jogo, mas os Three Lions ampliaram a vantagem antes dos 20 minutos, quando Ezri Konsa cabeceou na sequência de um canto de Declan Rice para o fundo das redes.
A França estava demasiado exposta defensivamente e, para lá do dinâmico Kylian Mbappé, oferecia muito pouco perigo no ataque. Os homens de Thomas Tuchel, por sua vez, exibiam-se com confiança, algo que Marcus Rashford personificou na perfeição ao fazer um túnel a Warren Zaïre-Emery antes de disparar de longe, obrigando Mike Maignan a uma defesa impressionante. Foi apenas um alívio temporário para os "Bleus", que sofreram o terceiro golo quando Rashford e Saka combinaram num contra-ataque; ambos viram as suas tentativas serem travadas, antes de o primeiro servir o extremo do Arsenal para finalizar.
A Inglaterra chegou de forma impressionante ao quarto golo nos descontos da primeira parte, quando Eberechi Eze isolou o seu colega de equipa no Arsenal, Saka, que encontrou o canto inferior da baliza para fechar um primeiro tempo notável, que terá certamente aumentado a frustração pela forma como se renderam perante a Argentina nas meias-finais.

O desagrado de Deschamps era evidente e o técnico respondeu com quatro substituições ao intervalo, obtendo uma resposta imediata com a França a reduzir a desvantagem. Mbappé marcou após ser servido por Michael Olise, isolando-se no comando da corrida à Bota de Ouro de 2026.
Mbappé assumiu depois o papel de assistente, isolando o suplente Bradley Barcola para reduzir a diferença para dois golos, uma margem que Maignan preservou com uma defesa fantástica a negar o golo de cabeça a Ivan Toney.
O momento revelou-se ainda mais importante quando uma jogada incisiva da França permitiu a Olise quebrar o recorde de assistências num único Mundial (sete), servindo Mbappé para este apontar o seu 22.º golo na fase final e ultrapassar Lionel Messi como o melhor marcador de sempre da competição. O avançado é também o primeiro jogador desde Gerd Müller, em 1970, a atingir os dois dígitos de golos num único Mundial, mas os seus feitos não foram suficientes para completar a recuperação francesa.
Depois de Olise ter falhado uma oportunidade soberana para empatar, ao rematar ao lado, a Inglaterra beneficiou de uma grande penalidade após Djed Spence ter sido derrubado por Malo Gusto na área, com Saka a converter o castigo máximo para completar o seu "hat-trick".
Ousmane Dembélé reanimou a partida ao marcar o nono golo do jogo já perto do fim, mas Jude Bellingham pôs termo à resistência francesa ao fugir à marcação e apontar o seu sétimo golo nesta fase final – o melhor registo de um jogador inglês num único Mundial – para garantir a melhor classificação da equipa na prova desde a conquista em 1966.
Homem do Jogo Flashscore: Bukayo Saka (Inglaterra)

