A investigação preliminar está ligada à sua dupla atuação à frente do clube detentor do título da Liga dos Campeões e do beIN Media Group, envolvendo uma reunião sobre direitos de transmissão com representantes da liga de futebol em julho de 2024, informou a promotoria, confirmando uma notícia do jornal esportivo L'Equipe.
O dirigente do PSG, que comanda o clube campeão da Ligue 1 francesa desde a sua aquisição pela Qatar Sports Investments em 2011 — com o sonho de tornar a equipe a melhor da Europa —, tem enfrentado diversos processos judiciais nos últimos anos.
Ele sempre negou qualquer irregularidade, e seu advogado insistiu junto à AFP que seu cliente "sempre agiu de maneira independente, imparcial e objetiva".
A investigação mais recente sobre al-Khelaifi foi aberta em abril, após uma denúncia da associação anticorrupção Anticor, sendo o caso confiado à polícia especializada em crimes financeiros e corrupção.

Ele também foi indiciado em fevereiro de 2025 por cumplicidade em abuso de poder relacionado a votações de acionistas em uma empresa, segundo uma fonte próxima ao caso informou na quinta-feira.
Acusações anteriores contra Al-Khelaifi por suposta corrupção nas candidaturas do Catar para sediar os Campeonatos Mundiais de Atletismo de 2017 e 2019 foram definitivamente anuladas em meados de fevereiro de 2023 pela Corte de Cassação da França, que decidiu que o sistema judiciário francês não tinha competência para processá-lo.
