Qual o melhor resultado do Brasil na história das Olimpíadas de Inverno?

Isabel Clark detém melhor resultado brasileiro na Olimpíada de Inverno há 20 anos
Isabel Clark detém melhor resultado brasileiro na Olimpíada de Inverno há 20 anosChristian Dawes/COB

O Brasil se prepara para sua 10ª participação consecutiva nos Jogos Olímpicos de Inverno em 2026. Mesmo sendo um país tropical, a delegação brasileira consolidou-se como a principal potência da América do Sul no evento. Embora o pódio olímpico principal ainda seja um objetivo, o país celebra 20 anos de sua melhor colocação e busca novos resultados expressivos no mapa dos esportes de gelo e neve.

Até hoje, o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas de Inverno pertence a Isabel Clark. Em Turim 2006, a atleta carioca conquistou a 9ª colocação no snowboard cross, um feito inédito para o continente.

Isabel é o maior nome do país na história da competição, tendo se classificado para quatro edições (2006, 2010, 2014 e 2018). Além do 9º lugar em Turim, ela detém as melhores marcas nacionais de Vancouver 2010 (19º lugar) e Sochi 2014 (14º lugar).

Após o reinado de Clark, a atleta Nicole Silveira tornou-se a nova referência. No skeleton, em Beijing 2022, Nicole alcançou o 13º lugar, a segunda melhor marca da história brasileira.

Já nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, o Brasil foi além e já figura no quadro de medalhas. Em Gangwon 2024, o jovem Zion Bethonico, de apenas 17 anos, conquistou a medalha de bronze também no snowboard cross. Antes dele, o melhor desempenho juvenil era de Marley Linhares, 8ª colocada no monobob em 2016.

Brasil em Milano Cortina

A próxima edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, que acontece entre os dias 6 e 22 de fevereiro de 2026, marcará um momento histórico para o esporte nacional. Ao desembarcar na Itália, o Brasil celebrará sua 10ª participação consecutiva com uma delegação recorde de 14 atletas.

O foco da equipe brasileira em Milano Cortina será superar as marcas históricas de Isabel Clark e Nicole Silveira. Com investimentos crescentes, o país busca não apenas manter a hegemonia sul-americana, mas também aproximar seus atletas de novos recordes e, quem sabe, do primeiro pódio na categoria principal dos Jogos de Inverno.