Diante da mobilização dos principais jogadores do mundo, que pedem maior participação nas decisões dos quatro torneios mais importantes do tênis mundial e uma fatia maior de suas receitas, os organizadores dos torneios de Grand Slam anunciaram, no fim de agosto, a criação de um "Conselho Consultivo dos Jogadores".
Seis jogadores e seis jogadoras farão parte do novo órgão de diálogo, informou o jornalista Jon Wertheim, da Tennis Channel nesta segunda (28).
A número 1 do mundo, Elena Rybakina, além de Aryna Sabalenka (2ª), a americana Jessica Pegula (3ª), a ucraniana Elina Svitolina (7ª), a americana Iva Jovic (13ª) e a grega Maria Sakkari (33ª) representarão os interesses das tenistas da WTA no Conselho.
Entre os homens, estão o alemão Alexander Zverev (2º), o americano Ben Shelton (4º), o canadense Felix Auger-Aliassime (5º), o sérvio Novak Djokovic (11º), o italiano Lorenzo Musetti (25º) e o francês Arthur Rinderknech (33º).
As principais ausências são Jannik Sinner (1º), Carlos Alcaraz (3º) e Coco Gauff (4ª).
Em agosto, o Australian Open, Roland-Garros, Wimbledon e o US Open informaram que os jogadores que farão parte do novo órgão "analisarão todas as questões esportivas relacionadas aos torneios de Grand Slam".
"O Conselho também constituirá, para jogadoras e jogadores, um espaço de diálogo regular que permitirá levantar e analisar questões relacionadas ao bem-estar e à remuneração, especialmente à premiação em dinheiro", acrescentaram os quatro torneios em comunicado.
A expectativa é que, no futuro, os tenistas recebam 22% das receitas dos Slams, contra cerca de 15% atualmente.
