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Sandro Mazzola, lenda do futebol italiano e da Inter de Milão, morre aos 83 anos

Sandro Mazzola ao lado de Pelé
Sandro Mazzola ao lado de PeléBridgeman Images via AFP

Morreu na noite de sexta-feira (18) Sandro Mazzola, ídolo da Inter de Milão e lenda do futebol italiano. A morte do ex-jogador de 83 anos foi informada pelo clube italiano.

Símbolo da grande Inter de Helenio Herrera, Mazzola dedicou toda sua carreira às cores nerazzurri, conquistando quatro títulos da Serie A, duas Copas dos Campeões e dois Mundiais de Clubes.

"Foi um dos maiores jogadores da história. Não só da história dos nerazzurri", diz a longa nota do clube.

Pela seleção italiana, Mazzola ganhou a Eurocopa de 1968 e foi vice-campeão mundial na Copa de 1970, derrotado pelo Brasil na decisão.

A longa homenagem da Inter

"O desejo de lembrar se mistura com a dificuldade: como é difícil encontrar as palavras certas para se despedir de alguém que escreveu a história de forma indelével e sem precedentes", assim começa a longa homenagem da Inter para Sandro Mazzola, que faleceu aos 83 anos, um dos mitos da grande Inter.

Uma homenagem que percorre todos os passos da carreira da lenda nerazzurra, porque Sandro Mazzola "foi a história da Inter: entrou lá ainda criança e nunca mais saiu". Da "pesada responsabilidade nos ombros" da eterna lembrança do pai, Valentino, perdido na tragédia de Superga. Na época, Sandro tinha pouco mais de 6 anos. Mas o futebol já estava no destino da família Mazzola.

Desde pequeno, aos oito anos, Sandro vestiu a camisa da Inter. Durante anos aprendeu futebol, até chegar ao épico Juventus-Inter de 10 de junho de 1961, quando Moratti e Herrera, em protesto, colocaram em campo o time Primavera, e Sandro Mazzola estava lá e marcou seu primeiro gol, com apenas 18 anos, de pênalti. Um sinal claro do que ele se tornaria.

Sob o comando de Helenio Herrera, Sandro Mazzola escreveu páginas inesquecíveis na história do esporte. Símbolo e ídolo de um time imbatível, formado por grandes campeões e conquistas incríveis. Sarti, Burgnich, Facchetti, Bedin, Guarneri, Picchi, Jair, Mazzola, Peirò, Suárez, Corso e a poesia que preenche as memórias e os corações dos torcedores nerazzurri. Mazzola era o emblema da grande Inter.

O primeiro grande sucesso na Copa dos Campeões Europeus, contra o Real Madrid, em 1964, leva sua assinatura. Conquistou "quatro títulos da Serie A, duas Copas dos Campeões, dois Mundiais de Clubes, o título de artilheiro da Serie A (em 1965, com 17 gols) e da Copa dos Campeões (7 gols em 1964).

Segundo colocado na Bola de Ouro de 1971, atrás de Johan Cruyff, lembra a Inter. Depois de pendurar as chuteiras, iniciou a carreira como dirigente e diretor esportivo, com o golpe mais famoso – trazer Ronaldo, o Fenômeno – convencido a vestir a camisa da Inter justamente por Mazzola e Moratti – que ontem completou 50 anos.

Uma vida com a camisa da Inter, pelo bem da Inter, por amor às cores que ele ajudou a tornar grandes. "Tinha apenas um último desejo – lembra a Inter: "Ser lembrado como um homem bom, que luta mesmo quando é impossível vencer, como naquele 9 a 1".