O placar foi aberto pela Raposa em um lance de pura entrega. O meio-campista Matheus Henrique balançou as redes para colocar o time da casa na frente, mas a comemoração veio acompanhada de um susto: no momento da finalização, o volante levou uma pancada acidental no rosto.
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Mesmo com o nariz sangrando, Matheus não se importou e celebrou efusivamente o gol junto à torcida celeste. No intervalo, o departamento médico confirmou que o volante sofreu uma fratura no nariz.
Clima quente entre as comissões e expulsões
A vantagem no marcador, porém, esteve longe de acalmar a partida. Pouco depois do tento cruzeirense, o clima esquentou na beira do gramado. O técnico do Cruzeiro, Artur Jorge, bateu boca calorosamente com Rafael Lacerda, comandante da Chapecoense, em uma discussão que rapidamente contagiou as duas comissões técnicas.
A confusão exigiu intervenção enérgica da arbitragem, que não hesitou em aplicar cartões vermelhos para conter os ânimos, expulsando o auxiliar técnico cruzeirense André Cunha e também Glydiston Ananias, preparador físico da Chapecoense.
Expulsão com auxílio do VAR
Se a temperatura já estava alta, o ápice da tensão ocorreu quando o árbitro foi acionado na cabine do VAR. O motivo do atrito inicial entre os bancos havia sido uma entrada dura de Max Alves, recém-chegado à Chapecoense, sobre o lateral Gabriel Rojas, do Cruzeiro.
Após rever o lance no monitor, o juiz Matheus Delgado Candançan constatou a gravidade da falta — o atleta da Chape ergueu demais a perna e acertou uma solada desleal que "levantou" o jogador cruzeirense. Revoltado com a decisão, Max Alves deixou o gramado visivelmente descontrolado e descarregou a frustração chutando equipamentos na saída para o vestiário.
Confusão na saída para o túnel
O tom físico da primeira etapa ficou escancarado nos números. Foram marcadas 10 faltas no total, sendo 8 cometidas pela Chapecoense e apenas 2 pelo Cruzeiro.
O apito final do primeiro tempo não significou o fim das hostilidades. Na descida para o túnel, dirigentes e membros das comissões voltaram a se encarar, com destaque para o ex-jogador e atual dirigente da Chapecoense, Rafael Lima, que foi flagrado em uma discussão ríspida, separado dos cruzeirenses apenas pela grade divisória do estádio.
