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Sangue, nariz fraturado, VAR e expulsões: Cruzeiro e Chapecoense têm 1º tempo tenso

Matheus Delgado Candançan aplica amarelo durante primeiro tempo de Cruzeiro e Chapecoense, no Mineirão
Matheus Delgado Candançan aplica amarelo durante primeiro tempo de Cruzeiro e Chapecoense, no MineirãoAGIF / Sipa USA / Profimedia

Um primeiro tempo com todos os ingredientes de uma verdadeira "batalha" no futebol marcou o Gigante da Pampulha na noite desta quarta-feira (5). Em duelo decisivo e válido pela partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil, o Cruzeiro fechou a etapa inicial vencendo a Chapecoense por 1 a 0, em um confronto marcado por gol heroico com direito a sangramento, quatro amarelos, três expulsões em série, bate-boca de bastidores e intervenção decisiva do VAR.

O placar foi aberto pela Raposa em um lance de pura entrega. O meio-campista Matheus Henrique balançou as redes para colocar o time da casa na frente, mas a comemoração veio acompanhada de um susto: no momento da finalização, o volante levou uma pancada acidental no rosto. 

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Mesmo com o nariz sangrando, Matheus não se importou e celebrou efusivamente o gol junto à torcida celeste. No intervalo, o departamento médico confirmou que o volante sofreu uma fratura no nariz.

Clima quente entre as comissões e expulsões

A vantagem no marcador, porém, esteve longe de acalmar a partida. Pouco depois do tento cruzeirense, o clima esquentou na beira do gramado. O técnico do Cruzeiro, Artur Jorge, bateu boca calorosamente com Rafael Lacerda, comandante da Chapecoense, em uma discussão que rapidamente contagiou as duas comissões técnicas.

A confusão exigiu intervenção enérgica da arbitragem, que não hesitou em aplicar cartões vermelhos para conter os ânimos, expulsando o auxiliar técnico cruzeirense André Cunha e também Glydiston Ananias, preparador físico da Chapecoense. 

Expulsão com auxílio do VAR

Se a temperatura já estava alta, o ápice da tensão ocorreu quando o árbitro foi acionado na cabine do VAR. O motivo do atrito inicial entre os bancos havia sido uma entrada dura de Max Alves, recém-chegado à Chapecoense, sobre o lateral Gabriel Rojas, do Cruzeiro.

Após rever o lance no monitor, o juiz Matheus Delgado Candançan constatou a gravidade da falta — o atleta da Chape ergueu demais a perna e acertou uma solada desleal que "levantou" o jogador cruzeirense. Revoltado com a decisão, Max Alves deixou o gramado visivelmente descontrolado e descarregou a frustração chutando equipamentos na saída para o vestiário.

Confusão na saída para o túnel

O tom físico da primeira etapa ficou escancarado nos números. Foram marcadas 10 faltas no total, sendo 8 cometidas pela Chapecoense e apenas 2 pelo Cruzeiro. 

O apito final do primeiro tempo não significou o fim das hostilidades. Na descida para o túnel, dirigentes e membros das comissões voltaram a se encarar, com destaque para o ex-jogador e atual dirigente da Chapecoense, Rafael Lima, que foi flagrado em uma discussão ríspida, separado dos cruzeirenses apenas pela grade divisória do estádio. 

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