No ano passado, quase todos os jogadores assinaram duas cartas direcionadas aos chefes dos quatro Grand Slams exigindo aumento da premiação, contribuições para um fundo de bem-estar dos atletas para melhorar benefícios de aposentadoria e maternidade, além de participação nas decisões.
As cartas estabeleceram como meta uma fatia de 22% da receita dos torneios, o que colocaria os Grand Slams no mesmo patamar dos nove eventos combinados de nível 1000 organizados pela ATP e pela WTA.
Nesta segunda-feira, os jogadores afirmaram em comunicado que o aumento de 9,5% na premiação de Roland Garros, anunciado em 16 de abril, não é suficiente.
O comunicado destacou que, no ano passado, Roland Garros gerou 395 milhões de euros (US$ 463 milhões), um aumento de 14%. No entanto, o valor total da premiação subiu apenas 5,4%, reduzindo a fatia dos jogadores na receita para 14,3%.
A estimativa é de que, neste ano, a receita ultrapasse 400 milhões de euros, mantendo a participação dos jogadores ainda abaixo de 15%.
O grupo de tenistas também reclamou que Roland Garros está ignorando outras questões levantadas pelos atletas.
"O anúncio não resolve as questões estruturais que os jogadores vêm levantando de forma consistente e razoável ao longo do último ano", diz o texto.
"Não houve diálogo sobre o bem-estar dos jogadores e nenhum avanço na criação de um mecanismo formal de consulta dos atletas nas decisões dos Grand Slams."
