Quem defende mais pontos na gira do saibro? Veja a conta até Roland Garros

Lois Boisson, lembra dela? Tem 78% de pontos para defender no saibro
Lois Boisson, lembra dela? Tem 78% de pontos para defender no saibroProfimedia

A gira de saibro na temporada de tênis, que começou nesta semana, é crítica para os atuais campeões de Roland Garros, Carlos Alcaraz e Coco Gauff, que entram na superfície defendendo fatias massivas de suas pontuações. Enquanto isso, Jannik Sinner e Elena Rybakina vislumbram brechas para roubar a 1ª posição do ranking.

Já os brasileiros João Fonseca e Beatriz Haddad Maia têm poucos pontos a defender.

Confira quem defende mais pontos na gira do saibro, que termina com o Grand Slam francês no início de junho.

Tenistas que mais dependem do saibro no top 10
Tenistas que mais dependem do saibro no top 10Flashscore

ATP: Alcaraz tem liderança em risco

O número 1 do mundo Carlos Alcaraz, atual campeão de Roland Garros, entra na gira defendendo 4.330 pontos — o que representa cerca de 32% de sua pontuação total de 13.590. 

Já o italiano Jannik Sinner (2º) tem apenas 1.950 pontos para sustentar no saibro, uma margem consideravelmente menor que a de Alcaraz. Caso mantenha a regularidade que o levou ao título de Indian Wells e à final de Miami, Sinner tem chances reais de assumir a liderança do ranking antes de chegar na grama.

No Top 10, a situação mais dramática em termos proporcionais é a de Lorenzo Musetti. O número 5 do mundo precisa defender mais de 50% de seus 4.265 pontos. No ano passado, o italiano brilhou com o vice-campeonato no Masters de Monte Carlo e semifinais em Roland Garros, Madri e Roma.

WTA: Gauff é quem mais tem a perder

Entre as mulheres, Coco Gauff tem de defender quase metade de todos os seus pontos atuais, fruto de uma temporada de saibro inédita em 2025, coroada com o título de Roland Garros sobre Aryna Sabalenka.

Coco assumiu a 3ª posição do ranking nesta semana, ultrapassando Iga Swiatek, a ex-rainha do saibro.

Embora em má fase e sem técnico, Iga chega em uma posição mais confortável para a gira europeia: ela tem apenas 18% de sua pontuação em jogo.

Gauff volta ao saibro após o vice em Miami
Gauff volta ao saibro após o vice em MiamiAFP

Já a número 1 do mundo, Aryna Sabalenka, defende 2.840 pontos, um volume muito superior aos 870 pontos da número 2, Elena Rybakina. Essa diferença de quase 2.000 pontos (um Grand Slam inteiro) a menos para defender coloca Rybakina em posição privilegiada para brigar pelo trono da WTA. 

Em contrapartida, Jasmine Paolini (8ª) enfrenta pressão. A italiana também não vem em boa fase na temporada e precisa garantir 38% de seus pontos na terra batida para evitar um retrocesso na tabela.

A situação mais dramática no top 50 é de Lois Boisson (40ª). Ela fez a semi de Roland Garros em 2025 e defende incríveis 78% de seus pontos na gira.

Na contramão, as promissoras Victoria Mboko e Amanda Anisimova jogam "soltas", defendendo menos de 10% de seus totais.

Cenário para o Brasil: Fonseca em ascensão e Bia em alerta

Para o tênis brasileiro, as perspectivas são distintas. João Fonseca, atual número 60 do mundo, está em uma situação favorável. Com apenas 180 pontos para defender de um total de 1.115, o jovem tem tudo para subir ainda mais no ranking.

Seu melhor resultado no saibro em 2025 foi a terceira rodada em Roland Garros.

Já Bia Haddad Maia, atual número 70 do mundo, precisa de atenção. Ela defende 281 pontos de seus 942 totais — quase 30% de sua pontuação. A maior parte desse montante vem da semifinal alcançada no WTA 500 de Estrasburgo no ano passado.

Bia estreia na gira no Challenger de Oeiras, em Portugal, antes de partir para o WTA 1000 de Madrid.

Já Fonseca debuta no Masters de Monte Carlo, na semana que vem.