Atualmente, Berrettini está apenas na sexta dezena do ranking mundial e, enquanto a maioria dos principais jogadores está disputando torneios na Ásia e na Europa, ele decidiu ir para a América do Sul. Em fevereiro, participou dos torneios em Buenos Aires e no Rio de Janeiro, onde foi eliminado pelo tcheco especialista no saibro Vít Kopřiva. Depois, também não teve sucesso em Santiago. Mas ele não se abate.
"Hoje eu só quero curtir o tênis, jogar diante da família e dos amigos, aproveitar tudo o que conquistei. Vou fazer 30 anos, mas já passei por muitos problemas físicos. Se eu quisesse voltar ao nível em que já estive, sei que isso exigiria muito tempo", contou ao jornal El Mercurio.
O que mais incomoda Berrettini é a diminuição dos torneios na América do Sul. No calendário da ATP, atualmente existem apenas três torneios na região durante a gira de fevereiro. Em contraste, a Ásia conta com nove, sendo seis só na China.
"Pessoalmente, acho que a América do Sul merece ter um torneio de alto nível no circuito. O povo aqui é apaixonado por esse esporte, há grandes jogadores também. Em Buenos Aires e no Rio, os estádios estavam lotados e sei que Santiago pode oferecer o mesmo," afirmou.
O fato é que, atualmente, há 12 sul-americanos no top 100 do ranking, enquanto apenas dois jogadores do continente asiático – Bublik e Shevchenko – se considerarmos o Cazaquistão.
"Tênis e esporte sempre foram sobre emoção, torcida, atmosfera na quadra. Esses são fatores que a ATP precisa considerar ao distribuir os grandes torneios. E a América do Sul preenche todos esses requisitos," reforçou Berrettini em sua argumentação.
