Sinner x Djokovic: um duelo com clima de final nas semis de Wimbledon

Djokovic chega a mais uma semifinal
Djokovic chega a mais uma semifinalReuters

Com clima de revanche e de final antecipada, o sérvio Novak Djokovic e o italiano Jannik Sinner se enfrentarão nesta sexta-feira (10) por uma vaga na final de Wimbledon, cinco meses depois de terem se enfrentado nas semifinais do Aberto da Austrália, com vitória do sérvio.

Atual campeão do torneio londrino, Sinner (nº 1 do mundo) parte como claro favorito nos prognósticos para a semifinal com Djokovic.

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Mas ao garantir a vitória na terça-feira (7) contra o canadense Felix Auger-Aliassime no fim das quartas de final mais longas da história do torneio (5h15), Djokovic lembrou até que ponto ainda tem fome daquele 25º título de Grand Slam — recorde absoluto — que persegue incansavelmente aos 39 anos.

Ficam para trás seu início duvidoso no torneio contra o chinês Wu Yibing (102º) e o pequeno susto na panturrilha esquerda diante de Auger-Aliassime: em Grand Slam, "nunca se pode excluir Novak Djokovic" da lista de candidatos ao título, sentencia o alemão Tommy Haas, ex-número 2 do mundo.

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A vitória em cinco sets de Djokovic em Melbourne, após cinco derrotas consecutivas para Sinner, "lhe deu muitíssima confiança", avalia o ex-jogador francês reconvertido em comentarista Fabrice Santoro.

O estado do tanque de energia

Sete vezes campeão de Wimbledon, Djokovic derrotou Sinner nas semifinais no piso duro de Melbourne no Aberto da Austrália — que conquistou em 10 ocasiões —, antes de cair na final para o espanhol Carlos Alcaraz.

A dificuldade de derrotar sucessivamente os dois melhores jogadores da atualidade é, aliás, o principal obstáculo entre Djokovic e um 25º troféu de Grand Slam, repete à exaustão o próprio tenista de Belgrado.

Lesionado no pulso direito, Alcaraz está fora este ano em Londres. Se vencer Sinner, Djokovic enfrentaria na final o número 3 do mundo, Alexander Zverev, ou a revelação britânica do torneio, Arthur Féry (114º).

Resta saber quanta energia sobra ao sérvio nesta sexta-feira após as exaustivas quartas de final. Na Austrália, "era o primeiro grande torneio do ano, tinha chegado mais descansado", afirmou Djokovic.

Desde então, teve de lidar com uma lesão no ombro direito e assimilar resultados decepcionantes no saibro.

Vencedor implacável dos cinco primeiros Masters 1000 da temporada, Sinner sofreu por sua vez uma brutal queda física sob o calor sufocante da primeira semana de Roland Garros.

Féry, a surpresa do torneio

Eliminado na segunda rodada em Paris enquanto Alcaraz já estava fora de combate, Sinner, dono do circuito, deixou escapar assim uma magnífica oportunidade de conquistar o único título de Grand Slam que ainda lhe escapa.

Chegando a Londres sem ter disputado nenhum torneio preparatório na grama, Sinner precisou de cinco sets para garantir a vitória na primeira rodada de Wimbledon diante do sérvio Miomir Kecmanovic (50º). Desde então não voltou a enfrentar um duelo tão disputado, mas ainda assim não dissipou todas as dúvidas.

Com mais de 30°C previstos para esta sexta-feira em Wimbledon, o calor também pode ter um papel determinante no desfecho da partida, embora Sinner mal parecesse sofrer com as altas temperaturas na terça-feira nas quartas de final, onde venceu em três sets o alemão Jan-Lennard Struff (74º).

Diante de Djokovic, contra quem venceu seis vezes em onze confrontos, "cada partida tem sua própria história", opina o italiano. Na segunda semifinal se enfrentarão o britânico de origem francesa Arthur Féry e o recente campeão de Roland Garros, Zverev.

O alemão nunca venceu um torneio na grama, enquanto Féry contará com o apoio da torcida do All England Club.