O escândalo envolve o Valencia, que foi rebaixado no campeonato maldívio porque o rival Green Streets não apareceu para jogar sua partida.
Na última rodada da temporada 2025/26, o Valencia precisava vencer o Eagles e torcer para que o Green Streets, seu rival direto na luta contra a queda, perdesse seu último compromisso por uma diferença de pelo menos quatro gols.

O Valencia ganhou por 2 a 0 na quarta-feira (4) e ficou esperando o resultado do jogo do rival, que jogaria no dia seguinte – todos os 10 times da elite das Maldivas dividem um único estádio, em Malé.
No entanto, em uma manobra controversa, o Green Streets teria desistido de sua partida contra o New Radiant pouco antes do início. Pelas regras, a ausência resultou em um W.O. com placar padrão de 2 a 0 para o New Radiant.
Com isso, o Green Streets "controlou" a própria derrota, impedindo que o placar chegasse aos quatro gols necessários para o Valencia se salvar, garantindo assim a permanência na primeira divisão.

Acusações de manipulação
O Club Valencia escalou o caso para as instâncias mundiais e continentais (FIFA e AFC) depois que a Federação Maldívia puniu o Green Streets com um transfer ban e multa de cerca de R$ 15 mil.
Em comunicado oficial, o Valencia afirmou que a ausência do rival foi um ato premeditado: "Determinar o próprio resultado é manipular o desfecho da partida", declarou o clube em nota.

Um detalhe agrava a suspeita: o Green Streets chegou a divulgar sua escalação oficial na lista pré-jogo, mas os jogadores simplesmente não apareceram para o confronto.
O Green Streets negou que tenha desistido de entrar em campo intencionalmente.
