Top 10 momentos mais marcantes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026

Johannes Klaebo se tornou o maior atleta olímpico de inverno neste ano
Johannes Klaebo se tornou o maior atleta olímpico de inverno neste anoCredit: NTB, NTB / Alamy / Profimedia

Os Jogos Olímpicos de Milano-Cortina 2026 terminaram neste domingo (22) após 16 dias de eventos espetaculares. Os especialistas em esportes de inverno do Flashscore separaram os 10 principais momentos para você relembrar.

1) Queda de Lindsey Vonn

A carreira olímpica de Lindsey Vonn possivelmente chegou ao fim em um acidente de fração de segundos na descida em Cortina d’Ampezzo, logo no primeiro dia dos Jogos. Aos 41 anos, Vonn, que de forma surpreendente saiu de uma aposentadoria de cinco anos, competia em sua quinta edição olímpica. Sua vontade era tão intensa que, mesmo tendo sofrido uma lesão no ligamento cruzado anterior pouco antes dos Jogos, ela ainda queria tentar se tornar a atleta mais velha a conquistar uma medalha na descida do esqui.

Mas apenas 12 segundos após o início da prova, suas pernas não aguentaram, ela caiu depois de passar por uma elevação. Vonn teve de ser retirada da montanha em uma maca por um helicóptero.

Ela sofreu uma fatura na tíbia, passou por cinco cirurgias e ainda não havia deixado o hospital ao final dos Jogos.

2) Backflip e colapso de Ilia Malinin

O estadunidense Ilia Malinin virou sensação nos Jogos ao se tornar o primeiro patinador a realizar um backflip nas Olimpíadas de Inverno desde que Terry Kubicka fez o movimento pela primeira vez nos Jogos de 1976 em Innsbruck, Áustria.

A União Internacional de Patinação (ISSU) decidiu proibir o movimento no ano seguinte, considerando-o perigoso demais. Mas há dois anos, o backflip voltou a ser oficialmente reconhecido pela entidade. Antes disso, qualquer patinador que tentasse a manobra arriscada era automaticamente penalizado.

A ousadia, porém, não foi suficiente para o jovem Malinin, apelidado de “Quad God”, garantir a medalha de ouro. Na última prova individual masculina, ele sentiu a pressão, fez uma apresentação ruim e acabou fora do pódio.

3) A fuga de McGrath para as montanhas

A reação explosiva de Atle Lie McGrath ao ver suas chances de ouro no slalom olímpico escaparem também marcaram as últimas semanas.

McGrath, da Noruega, chegou à última descida da prova masculina dos Jogos de Milão Cortina com uma grande vantagem sobre os rivais, mas ao errar o tempo de uma curva, McGrath teve um colapso olímpico épico.

Ao fim da descida, o norueguês de 25 anos jogou seus bastões por cima da rede de proteção, depois escalou a cerca do outro lado da pista e caminhou pela neve em direção à floresta. Ele se deitou no gelo e ficou lá isolado por uns bons minutos.

4) Andersson compete com um esqui só

As suecas começaram os Jogos Olímpicos de Inverno de forma espetacular, conquistando um pódio histórico na prova de sprint clássico do esqui cross-country feminino. Mas o segundo trecho da prova de revezamento 4 x 7,5 km, onde Ebba Andersson sofreu uma queda impressionante e precisou competir com apenas um esqui por mais de 30 segundos, marcou negativamente as lembranças do time nos Jogos, mesmo com a recuperação para garantir uma medalha de prata surpreendente.

A Suécia entrou como favorita e parecia estar caminhando para o topo do pódio quando Andersson sofreu sua queda, dando uma cambalhota enquanto seu esqui direito voava longe.

O esqui quebrou, obrigando Andersson a alternar entre correr e esquiar pelo percurso durante meio minuto, até que um técnico do time sueco chegou para ajudar.

A situação ganhou um toque cômico quando até o técnico caiu na neve, deixando os espectadores incrédulos.

5) Canadá é acusado de trapaça

O time masculino de curling do Canadá foi acusado de trapaça em uma partida polêmica contra a Suécia. Isso tudo no esporte mais "cavalheiro" das Olimpíadas – esporte que, diga-se, não tem nem árbitro.

A polêmica começou quando o capitão sueco Oskar Eriksson acusou o canadense Marc Kennedy de tocar a pedra mais de uma vez durante a entrega, ao que Kennedy respondeu: “Vai se f***.”

No dia seguinte, a controvérsia atingiu a capitã canadense Rachel Homan, acusada do mesmo erro. Ambos negaram as acusações, mas apesar de conquistar o ouro no torneio masculino, os times canadenses, que historicamente dominam o esporte, deixaram as Olimpíadas sob suspeita.

6) Confessão de traição ao vivo

O norueguês Sturla Holm Laegreid virou celebridade instantânea em seu país ao confessar ao vivo na TV que tinha traído a namorada, momentos após conquistar o bronze nos Jogos Olímpicos de Inverno.

Depois de ganhar sua primeira medalha olímpica individual no biatlo 20 km em Milão-Cortina, o atleta de 28 anos aproveitou para admitir que teve um caso há três meses.

"Seis meses atrás, conheci o amor da minha vida — a pessoa mais linda e gentil do mundo. Três meses atrás, cometi meu maior erro e a traí. Eu tinha a medalha de ouro da vida, e sei que muita gente vai enxergar de outra forma, mas só tenho olhos para ela", disse Laegreid à NRK, emissora estatal da Noruega.

O atleta depois pediu desculpas ao compatriota Johan Olav Botn, que conquistou o ouro na modalidade, por ter "roubado" a atenção de sua conquista.

7) Recorde incrível de Klaebo

Johannes Hoesflot Klaebo foi o maior nome dos Jogos de Milão-Cortina. Ele já havia pavimentado seu sucesso ao conquistar três ouros nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, e depois somar mais dois em Pequim, em 2022.

Mas em Cortina, seu status passou de grande a lendário ao vencer seis ouros em seis provas, tornando-se o maior campeão da história com 11 ouros olímpicos de inverno na carreira.

Klaebo conquistou ouro nas provas individual, skiathlon, sprint, revezamento e sprint por equipes, reforçando o domínio da Noruega nos Jogos de 2026.

Especialmente no sprint clássico masculino, ele parecia de outro planeta ao realizar uma subida na parte mais íngreme do percurso, desafiando a gravidade.

8) Lucas Pinheiro conquista 1ª medalha sul-americana

O norueguês-brasileiro Lucas Pinheiro Braathen entrou para a história ao tornar o primeiro atleta da América do Sul a conquistar uma medalha nos Jogos de Inverno.

Lucas conquistou o ouro no slalom gigante em Cortina. Filho de mãe brasileira, Lucas Pinheiro havia se aposentado do esporte em outubro de 2023, quando competia pela Noruega. Os Jogos deste ano foram seus primeiros sob a bandeira do Brasil.

9) EUA conquista o 1º ouro olímpico no hóquei em 46 anos

O time dos EUA derrotou o Canadá por 2 a 1 em uma final épica do hóquei masculino e conquistou a medalha de ouro para o país pela primeira vez em 46 anos. A última havia sido o "Milagre do Gelo" de 1980 em Lake Placid, contra os soviéticos.

A seleção americana, que contou com o retorno dos jogadores da NHL aos Jogos após 12 anos de ausência, venceu a final com um gol de ouro na prorrogação.

10) Ouro e polêmica de Jutta Leerdam

A estrela holandesa da patinação de velocidade Jutta Leerdam foi criticada como “arrogante” e “diva” por chegar às Olimpíadas no jato particular do namorado, em vez de viajar para a Itália junto com seus compatriotas.

Mas Leerdam mostrou que é muito mais do que luxo e glamour ao conquistar a prata nos 500m feminino. O resultado marcou sua terceira medalha olímpica, mas o auge veio alguns dias antes, quando ela conquistou o ouro nos 1000m, quebrando o recorde olímpico.

Leerdam atrai muitos seguidores online
Leerdam atrai muitos seguidores onlineUtrecht Robin/ABACA / Abaca Press / Profimedia

Mesmo em seu momento mais orgulhoso, ela se envolveu em polêmica. Após ser coroada campeã olímpica, as câmeras flagraram Leerdam abrindo parte do uniforme de competição para mostrar um top esportivo branco da Nike.

Uma foto dela usando o top foi publicada para os 298 milhões de seguidores da Nike no Instagram, e como Leerdam tem parceria comercial com a gigante de artigos esportivos, acredita-se que ela tenha faturado cerca de US$ 1 milhão com a ação.