Em uma carta a Infantino, à qual a AFP teve acesso nesta quarta-feira (19), Csanyi, que também é presidente da Federação Húngara de Futebol, afirma que "perdeu a confiança" no presidente da FIFA.
Para justificar sua posição, Csanyi menciona "decisões que servem mais a interesses políticos do que ao futebol", especialmente durante a Copa do Mundo de 2026.
O dirigente húngaro também criticou o plano de abrir a entidade a investidores privados, um projeto realizado "em segredo, sem ter sido informado ao Conselho da FIFA".
"A gota d'água foi a inesperada saída" de Kevin Lamour, número 3 da FIFA, acrescentou. "Minha convicção de que você (Infantino) é capaz de comandar a FIFA com sucesso e de maneira eficiente (...) foi abalada", concluiu Csanyi.

A Fifa anunciou na segunda-feira (17) saída de Lamour, diretor-geral de operações que supervisionava setores administrativos centrais como assuntos jurídicos, comunicação e gestão de pessoal. O francês era dos um dos funcionários do alto escalão da FIFA que criticou o projeto de Infantino, que será candidato à reeleição em março de 2027.
