"Fui humilhado e me difamaram quando joguei a Copa da África estando lesionado", afirmou Aubameyang em entrevista transmitida na terça-feira (1º). "É a gota d'água, prefiro parar por aqui", acrescentou o jogador de 37 anos.
Capitão e maior artilheiro da história da seleção, Aubameyang se sentiu injustiçado depois de ter sido apontado pelo governo do Gabão como responsável pela eliminação na fase de grupos da CAN.
A equipe se despediu do torneio depois de três derrotas, em uma chave com Costa do Marfim, Camarões e Moçambique.
"É uma parte da identidade nacional que fica enfraquecida", comentou na época o presidente do Gabão, Brice Clotaire Oligui Nguema.
Como consequência, o governo decidiu dissolver a comissão técnica, suspender a seleção até segunda ordem e afastar Aubameyang e o zagueiro Bruno Ecuele Manga (38 anos).

A punição aos veteranos provocou uma onda de indignação entre os torcedores gaboneses. "Acho que os problemas da equipe são muito mais profundos do que a minha pequena pessoa", reagiu Aubameyang.
O atacante embarcou em um último desafio na Europa, deixando o Olympique de Marselha (pela segunda vez) para se transferir ao Deportivo de A Coruña, clube que retornou à primeira divisão da Espanha depois de oito temporadas.
Aubameyang já marcou três gols nas três primeiras rodadas do Campeonato Espanhol.

O novo técnico da seleção gabonesa, o francês Sébastien Migné, terá agora que lidar com a saída de seu capitão enquanto a equipe se prepara para as próximas eliminatórias da CAN.
Fora da Copa do Mundo de 2026, o Gabão buscará uma vaga na próxima edição do torneio continental, que será organizada em conjunto por Quênia, Tanzânia e Uganda de 19 de junho a 17 de julho de 2027.
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