Mas dinheiro não é tudo e, entre as principais transferências deste meio do ano, aparecem não só reforços dos clubes ingleses. Quais são elas?
Rodri (Manchester City – Barcelona)
Talvez a maior transferência desta janela, mesmo não tendo custado nem metade do valor do negócio mais caro. Rodri, capitão dos campeões mundiais da Espanha, mostra ser um jogador absolutamente fundamental, que, graças aos anos sob o comando do técnico Pep Guardiola no Manchester City, incorporou o DNA do Barcelona. "Por causa da forma como ele entende o futebol, sempre foi minha referência," revelou. O Barça pagou 60 milhões de euros (R$ 354,8 milhões) para tirar o jogador do City, com o qual tinha mais um ano de contrato.
Rodri recusou a proposta do Real, e para ele, o gigante catalão era claramente a escolha número um. Com Rodri, o clube pode sonhar alto e buscar o título da Liga dos Campeões, que venceu pela última vez em 2015 e, nas últimas sete edições, só chegou pelo menos à semifinal uma vez.
Enzo Fernández (Chelsea – Manchester City)
Uma nova era está começando no Etihad Stadium. Após 10 anos, o vitorioso técnico Guardiola deixou o clube, e seu sucessor, Enzo Maresca, está montando o time à sua maneira. E não esqueceu do seu xará e ex-comandado do Chelsea. O meio-campista argentino igualou, com 145 milhões de euros (R$ 857,4 milhões), a transferência mais cara da história da Premier League e também deste verão europeu.
Mas será que esse investimento realmente vai valer a pena? Nem os especialistas, nem os torcedores têm certeza disso. Ambos criticam principalmente o temperamento complicado de Fernández, e o fato de que os torcedores dos Blues até ficaram aliviados com sua saída diz muito. O próprio jogador comentou sobre as últimas semanas em Stamford Bridge: "Eu não estava no lugar certo."
Yan Diomandé (RB Leipzig – Real Madrid)
A ordem deste verão europeu era clara – o velocista com a faixa na cabeça precisava ser transferido. Mas para onde? A fama do jovem ponta de apenas 19 anos da Costa do Marfim já superava as possibilidades do Leipzig e vários clubes estavam de olho no driblador veloz. O Real Madrid venceu a disputa por 125 milhões de euros (R$ 739,2 milhões) e fez dele o reforço mais caro da história do clube. Ou seja, custou mais do que Beckham, Cristiano Ronaldo, Mbappé, Bellingham…
Diomandé, que tinha o português Ronaldo como ídolo de infância, não precisou pensar muito sobre seu futuro. "Quando o Real ligou, eu não conseguia acreditar, não consegui dormir. Não existe clube maior no mundo," declarou. Por enquanto, jogou apenas alguns minutos, mas tem tempo de sobra. Ele assinou contrato até 2033.
Elliot Anderson (Nottingham – Manchester City)
Os sheiks por trás do Manchester City gastaram um sétimo de toda a fortuna investida em contratações na Premier League. E esse garoto pode ser um grande achado. O meio-campista trabalhador mostrou na Copa do Mundo que, aos 23 anos, consegue assumir uma função muito responsável como volante, mesmo no mais alto nível.
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Agora, no City, que pagou 135 milhões de euros (R$ 798,3 milhões), ele tem a missão de substituir Rodri. "Tudo aconteceu tão rápido que até me pegou de surpresa. Mas sempre acreditei que poderia chegar lá," contou Anderson sobre a rápida ascensão de sua carreira. Por algumas semanas, ele chegou a ser o jogador mais caro da história do clube.
Ferran Torres (Barcelona – PSG)
A liga francesa, em termos de dinheiro gasto, ficou atrás da Itália, Espanha e Alemanha, mas a Ligue 1 pode comemorar a chegada de um nome de peso. O ex-atacante do Barcelona não caiu nas graças de Hansi Flick, mas chega a Paris com o status de autor do único gol da final da última Copa do Mundo, que garantiu o título para a Espanha. Sua chegada se deu por 45 milhões de euros (R$ 266,1 milhões).
Na estreia na Ligue 1, marcou dois gols e, para os torcedores do Barcelona, que sempre o criticaram por perder chances, poderá se vingar no dia 20 de outubro, quando os dois clubes se enfrentam no Parque dos Príncipes pela Liga dos Campeões. Não é segredo que ele foi principalmente atrás do ex-técnico do Barça, Luis Enrique. "Ele acredita em você, mesmo quando você não acredita em si mesmo," revelou sobre o que mais precisa neste momento.
Bradley Barcola (PSG – Liverpool)
Ei, será que tem algum inglês aí? O vestiário do Liverpool ganhou mais um grupo de estrangeiros durante as férias, e pelo segundo ano seguido, um ponta francês chegou a Anfield. Barcola entrou para o grupo dos 11 jogadores mais caros da Premier League, sendo que quatro deles trocaram de clube nas últimas semanas… O PSG o negociou por 125 milhões de euros (R$ 739,2 milhões), se desfazendo de um jogador que já não era necessário. Com Doué e Kvaracchelija, o francês dificilmente seria titular na ponta. No Liverpool, ele terá a missão de tentar substituir o lendário Mohamed Salah, que após nove anos deixou o clube e foi para a Turquia.
Gabriel Jesus (Arsenal – Barcelona)
Essa mudança de clube é, sem dúvida, a mais vantajosa. Considerando os valores que circularam no verão europeu, contratar o atacante brasileiro, recém-campeão da Premier League e dono de quatro títulos anteriores na competição, por apenas 10 milhões de euros (R$ 59,1 milhões) parece ser um grande negócio. Para o Barcelona, porém, tem um gosto amargo, já que o clube queria Julián Álvarez para o comando do ataque.
Ocupar a posição-chave em um dos clubes mais famosos do mundo foi um dos principais temas desta janela de transferências. No verão europeu, o Camp Nou se despediu do artilheiro Robert Lewandowski, e nas três primeiras rodadas, quem assumiu (com destaque) foi o ponta Raphinha. Será uma solução definitiva ou o centroavante será o compatriota, que frequentemente sofre com lesões?
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