As novas regras transformaram os carros em uma combinação de motores a combustão e elétricos, o que significa que os pilotos precisam gerenciar cuidadosamente a bateria, reduzindo a velocidade na volta de classificação, enquanto os carros possuem botões de impulso para permitir ultrapassagens.
O tetracampeão mundial Max Verstappen chamou o novo estilo de corrida de "uma piada" após o Grande Prêmio da China e insinuou que faria uma pausa na F1 em 2027, a menos que mudanças fossem feitas. Outros pilotos criticaram as novas regras e os fãs disseram que as mudanças prejudicaram a experiência dos espectadores.
Após uma reunião online entre a F1, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e os chefes de equipe, ajustes nas regras foram finalizados e entrarão em vigor para o Grande Prêmio de Miami, em 3 de maio.
Essa corrida encerrará a pausa forçada de cinco semanas na temporada, após o cancelamento das corridas do Bahrein e da Arábia Saudita devido ao conflito no Oriente Médio.
Entre as mudanças, a recuperação de energia — que ajuda o piloto a carregar a bateria — será reduzida de oito megajoules para sete, e a potência da unidade híbrida aumentará de 250 kW para 350 kW. As mudanças visam permitir que os pilotos mantenham a velocidade máxima por mais tempo durante a classificação.
Outra alteração foi feita no botão de impulso, após o acidente em alta velocidade do piloto britânico Ollie Bearman na última etapa, no Japão, que foi atribuído, em parte, à diferença de velocidade nas voltas finais. O botão de impulso agora terá um limite de 150 kW, "limitando as diferenças repentinas de desempenho", afirmou a FIA em um comunicado.
