Varvodic, cirurgião cardiovascular de 41 anos e presidente da Federação Croata de Natação, foi eleito para um mandato de dois anos com 81 votos dos 151 delegados da assembleia do Comitê Olímpico, reunida em Zagreb.
A Federação Croata de Esqui e o Comitê Olímpico Croata estão abalados desde março por uma investigação que envolve sete pessoas, entre elas o ex-diretor das equipes nacionais de esqui alpino, Vedran Pavlek, suspeito de ter desviado quase 30 milhões de euros (R$ 175,8 milhões) destinados à sua federação entre 2018 e 2026.
Vedran Pavlek, que levou o esqui croata ao primeiro plano com 10 medalhas olímpicas conquistadas pelos irmãos Janica e Ivica Kostelic, foi preso no Cazaquistão e entrou com um recurso para evitar a extradição. Zlatko Matesa renunciou em maio e sua renúncia foi aceita na quarta-feira pela assembleia do Comitê Olímpico Croata, que ele dirigia desde 2002.
No momento de sua renúncia, Matesa destacou que tomava essa decisão como um “ato de responsabilidade moral e respeito pelo esporte croata”, ressaltando que os recursos destinados à federação de esqui “não haviam sido utilizados de forma ilegal”.
A eleição do novo presidente do Comitê Olímpico Croata ocorre poucos dias após a prisão de um alto dirigente desse órgão, Damir Segota, que era diretor do programa olímpico e ficou em prisão preventiva por um mês.
Segota é suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro, em relação aos recursos concedidos à Federação Croata de Esqui para o programa dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026.
