"O futebol não pertence a nenhum indivíduo nem a nenhuma instituição. Ele pertence ao povo," disse Blatter à Reuters.
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"Se a FIFA fosse transformada em uma estrutura corporativa voltada para o lucro, perderia sua alma," acrescentou Blatter, que foi presidente da FIFA por 17 anos, até 2015.
A FIFA informou na terça-feira (28) que pretende criar a subsidiária para administrar a Copa do Mundo e outros eventos, e oferecerá até 20% de participação para investidores externos.
A medida provocou uma reação furiosa das autoridades do futebol europeu, incluindo a UEFA, que afirmou que a FIFA está colocando o futebol à venda.
Blatter afirmou que a Copa do Mundo não deve se tornar um produto de investimento para fundos privados em busca de retorno financeiro.
"A Copa do Mundo da FIFA não é um ativo comercial pertencente a um punhado de executivos," disse ele. "É parte do patrimônio cultural do futebol mundial."
"A FIFA é a guardiã da Copa do Mundo, não sua dona."
Blatter disse que ficou chocado com a ideia, acrescentando que jamais teria considerado isso quando comandava a FIFA.
Segundo ele, investidores buscando influência e lucro vão contra as associações que defendem os interesses de seus membros.
"O futebol moderno sobrevive há mais de um século porque pertence ao povo," disse Blatter. "Esse princípio nunca deve mudar."
