Entre a devoção e a missão, o fato é que Cuca conhece o caminho das Copas e tentará fazer valer esse currículo para sair da Vila em vantagem.
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A história do técnico com o Atlético-MG está invariavelmente atrelada à carreira de Cuca. Apesar de já ter conquistado um Brasileirão com o Palmeiras, além de outras conquistas estaduais com Flamengo, Botafogo, Athletico-PR e o próprio Cruzeiro, nada se compara aos capítulos escritos por Alexi Stival no Galo.

A primeira passagem, em 2011, foi o ponto de partida para uma relação vencedora. Cuca chegou ao Atlético-MG em um momento de reconstrução e, no ano seguinte, conduziu o time ao título do Campeonato Mineiro e à histórica campanha na Copa Libertadores de 2013.

Naquela edição, o Galo superou Tijuana, Newell's Old Boys e Olimpia no caminho até a primeira conquista continental de sua história, com Cuca eternizado como o técnico do maior título do clube até então.
Depois de deixar o Atlético-MG ao fim de 2013, Cuca retornou ao clube em 2021 e voltou a fazer história. Em sua segunda passagem, conquistou novamente o Campeonato Mineiro e comandou o Galo na temporada mais vitoriosa de sua história recente, com os títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil.

A sequência consolidou de vez a identificação entre treinador e clube e transformou Cuca em um dos personagens mais importantes da trajetória atleticana no século XXI.
Em um clube que teve Telê Santana como técnico e contou com outros nomes históricos à beira do campo, Cuca se tornou, incontestavelmente, o maior treinador da história do Atlético-MG, e com sobras. A identificação construída ao longo de suas passagens é tamanha que seu nome costuma ser lembrado pela torcida sempre que o Galo atravessa momentos de crise, como aconteceu em seu retorno mais recente ao clube.
A última passagem, porém, esteve longe de repetir o brilho dos capítulos anteriores. Cuca assumiu o Atlético-MG novamente em um cenário de turbulência e, embora tenha conseguido conduzir o time à conquista do Campeonato Mineiro, não alcançou os resultados esperados nas principais competições da temporada. O reencontro, portanto, terminou sem a mesma glória das outras passagens, mas não foi suficiente para apagar o lugar que o treinador já havia conquistado na história atleticana.

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Caminhos opostos
Antes de assumir o Santos, o último trabalho de Cuca foi justamente no Atlético-MG. Agora chegou a vez de o treinador encarar o antigo clube em uma mata-mata de Copa Sul-Americana, valendo vaga na semifinal do torneio continental.
Depois da saída da Copa do Brasil, cresceu a importância da competição para o Santos — é a única chance de o time terminar a temporada com uma conquista, além de cravar uma vaga na Libertadores da próxima temporada.

O Atlético-MG ainda aposta suas fichas na Copa do Brasil. Na semifinal, o clube está a dois jogos de carimbar o passaporte na Libertadores do ano que vem.

Cuca como rival
Se hoje Cuca é um dos maiores ídolos da história do Atlético-MG, houve momentos em que o treinador esteve do outro lado e se transformou em uma verdadeira pedra no sapato do Galo.
O principal exemplo aconteceu no Botafogo, entre 2007 e 2008, quando Cuca comandou a equipe carioca em duas eliminações consecutivas do Atlético nas quartas de final da Copa do Brasil.
Nos dois anos, o Alvinegro levou a melhor no confronto e deixou marcas dolorosas na torcida atleticana.
Depois da histórica passagem pelo Galo em 2013, Cuca esteve à frente do Palmeiras na campanha do título brasileiro de 2016. Nos dois jogos que fez contra o Galo, ele não conseguiu vencer, empatando no Independência e perdendo dentro do Allianz.
Quando esteve à frente do Santos na temporada de 2020, o retrospecto de Cuca contra o Atlético-MG foi de uma vitória e uma derrota. Ambos os jogos foram pelo Brasileirão. Em 9 de setembro de 2020, O Peixe de Cuca venceu na Vila Belmiro com dois gols de Marinho e um de Arthur Gomes.
No jogo do turno, disputado em janeiro de 2021 devido ao calendário estendido da pandemia, Cuca decidiu escalar um Santos reserva, já que o clube estava focado na final da Libertadores, e foi derrotado com dois gols de Savarino.
Cuca não chegou a enfrentar o Atlético-MG durante sua curta passagem pelo Athletico-PR em 2024.
Momentos
Santos e Atlético-MG chegam para este confronto com dois dos melhores aproveitamentos desde a parada da Copa do Mundo. Desde então, o Santos soma sete vitórias, cinco empates e três derrotas em 15 jogos, com 57,7% de aproveitamento.
Além de ter avançado na Sul-Americana e chegado às quartas de final da Copa do Brasil, o Santos afastou-se da zona de rebaixamento do Brasileirão e aparece agora na 13ª posição, com 32 pontos, a sete do Vasco, o primeiro time do Z4.

Já o Atlético-MG vinha de uma sequência de 14 jogos sem derrotas, com oito vitórias e seis empates, até o tropeço frente ao São Paulo por 2 a 0, na última rodada do Brasileirão. Neste período, o time chegou às quartas da Sula, eliminou o rival Cruzeiro da Copa do Brasil e está agora nas semifinais, e ocupa a 8ª posição no Brasileirão, com 36 pontos.
Baixas de peso
Cuca não terá à disposição no Santos o craque Neymar. Ele sofreu uma lesão muscular tipo 2B no reto anterior da coxa direita (reto femoral) e deve desfalcar o Peixe por até dois meses. Já o Galo não terá o goleiro Everson, que sofreu uma fratura no pé esquerdo e ficará fora de combate por tempo indeterminado.

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