"Foi uma competição muito difícil, em que todas as lutas ou foram para o golden socre ou duraram o tempo completo. Eu estou muito feliz por conta do sentimento que é voltar a ser um competidor, porque hoje eu não desisti em nenhum momento", disse Cargnin.
"Há duas semanas, eu saí sem medalha do Peru e não estava treinando muito bem, mas hoje, mais do que tecnicamente, eu consegui colocar o Daniel guerreio para dentro do tatame", comemorou o judoca brasileiro.
O primeiro ouro de Cargnin em Grand Slams veio em 2019, em Brasília. Desde os Jogos Olímpicos de Paris, quando conquistou a medalha de prata para o Brasil, ele não subia ao pódio na categoria até 73 quilos.
A trajetória de Cargnin rumo ao primeiro colocado teve como adversários o georgiano Mikheili Bakhbakhashvili, o turco Ibrahim Demirel, o emiradense Kazbek Naguchev e o uzbeque Said-Magomed Khalidov, até chegar ao triunfo sobre Danil Lavrentev na decisão.
Diante do russo, o brasileiro aplicou um ippon perfeito para garantir a vitória e celebrar mais um ouro na carreira.

