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Diretor da FIFA afirma que funcionários foram "enganados" pelos planos de Infantino

Kevin Lamour, diretor de operações da FIFA
Kevin Lamour, diretor de operações da FIFAČTK / imago sportfotodienst / Revierfoto

O diretor de operações da FIFA, Kevin Lamour, declarou que os funcionários foram "enganados" pelos planos do presidente Gianni Infantino em relação à FIFA Forward Enterprise.

Infantino enviou uma proposta sobre a FIFA Forward Enterprise aos 211 membros da Federação no início desta semana. A empresa, avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 104 bilhões na cotação atual), controlaria a organização e as receitas da Copa do Mundo e seria presidida por Infantino.

A proposta encontrou forte oposição. A AFC e a CONCACAF rejeitaram publicamente, enquanto os membros da UEFA votaram por unanimidade para boicotar todas as competições da FIFA enquanto a proposta da FFE continuar em pauta.

O presidente da FIFA Gianni Infantino
O presidente da FIFA Gianni InfantinoREUTERS/Brian Snyder/File Photo

Em uma declaração enviada à Associated Press, Kevin Lamour, diretor de operações da FIFA, se juntou às críticas a Infantino, afirmando que os funcionários da FIFA foram "enganados" pela proposta.

"Esse é o projeto de uma única pessoa. Não só não deve seguir adiante, como agora é o momento para que os responsáveis políticos do futebol façam as perguntas certas e tomem as decisões adequadas", declarou Lamour em seu comunicado.

Lamour ingressou na FIFA como diretor de operações em 2024 após ter sido secretário-geral adjunto da UEFA, onde chegou em 2007, trabalhando então ao lado de Infantino, que foi secretário-geral interino da UEFA em 2007 e titular entre 2009 e 2016.

Também fez parte da equipe de campanha de Infantino nas eleições de 2016, ano em que foi eleito presidente da FIFA. Francês de nascimento e com dupla nacionalidade franco-suíça, destacou sua posição contrária a Infantino colocando seu cargo à disposição.

"E se isso significar que vou perder meu emprego, que assim seja. Vou entender e respeitar essa decisão. Pelo menos, vou dormir tranquilo esta noite", concluiu.

Mais cedo nesta sexta-feira (31), Carlos Cordeiro, principal assessor de Infantino, anunciou sua renúncia após a proposta, declarando que esse projeto é "um mau negócio para as associações membros da FIFA, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro a longo prazo do esporte".