"Somos um país apaixonado por automobilismo, temos tradição, temos pilotos e agora voltamos a ter seriedade institucional necessária para organizar corridas de Fórmula 1", afirmou durante o congresso americano da FIA, realizado em Buenos Aires.
O último Grande Prêmio da Argentina foi disputado em 1998 (com vitória de Michael Schumacher) em Buenos Aires, onde já foram realizados cerca de 20 GPs da F1 desde os anos 50.
A paixão argentina pela F1 pôde ser vista em abril passado, quando o jovem piloto argentino da Alpine Franco Colapinto reuniu uma multidão enorme — cerca de meio milhão de pessoas, segundo os organizadores — durante uma exibição em um circuito de 4 km montado na capital.
"Queremos ver Colapinto correndo no país", insistiu Javier Milei nesta segunda-feira.
No entanto, as lembranças da glória argentina remontam a tempos distantes, com Carlos Reutemann, vencedor de 12 GPs nas décadas de 70 e 80, e vice-campeão mundial em 1981. E, claro, Juan Manuel Fangio, ícone do esporte argentino com cinco títulos de campeão mundial entre 1951 e 1957.
O circuito Oscar y Juan Galvez, em Buenos Aires, que leva o nome de dois pilotos das décadas de 40 e 50, está atualmente em obras. Trata-se de um projeto ambicioso de US$ 100 milhões (R$ 514 milhões) que prevê uma nova pista e novas arquibancadas para poder receber Grandes Prêmios de motociclismo e, a longo prazo, de Fórmula 1, segundo a prefeitura. As obras devem se estender até o início de 2027.
