Norris completou as 72 voltas ao redor do circuito de Zandvoort com 11s536 de vantagem para o italiano Kimi Antonelli, da Mercedes, que acabou em segundo lugar. O britânico George Russell, também da Mercedes, foi o terceiro colocado, a 15s906.
O atual campeão mundial, que partiu na pole position, conservou o comando na primeira largada, enquanto Antonelli ultrapassou o companheiro de equipe Russell e subiu ao segundo lugar.
A corrida, porém, foi interrompida ainda durante a primeira volta devido ao violento acidente de Verstappen na última curva. O piloto da Red Bull colocou uma roda sobre a linha branca, em uma zona ainda úmida pela chuva que caiu antes da corrida, perdeu o controle do carro e bateu nas barreiras de proteção.
O acidente espalhou destroços pela pista e gerou uma bandeira vermelha. Verstappen, que disputava a corrida em casa, saiu do carro sozinho e sem ferimentos.
Na segunda largada, Antonelli surpreendeu Norris e assumiu a liderança na primeira curva, apesar de utilizar pneus médios, mais duros do que os macios da McLaren do britânico campeão do mundo.
Antonelli chegou a construir uma vantagem superior a dois segundos, mas Norris aproximou-se após a primeira sequência de paradas nos boxes e se manteve na luta pela liderança.
O momento decisivo ocorreu na 54ª volta. Depois de prolongar a utilização dos pneus e regressar à pista com borracha mais fresca, Norris ultrapassou Antonelli por fora na primeira curva, antes de retirar a liderança provisória do britânico Lewis Hamilton, da Ferrari, que ainda não tinha parado.
Uma avaria na Haas do francês Esteban Ocon provocou um período de safety car virtual pouco depois. Antonelli aproveitou para colocar pneus macios, enquanto Norris e Russell permaneceram na pista com compostos duros.
A Mercedes ordenou a Russell que cedesse a segunda posição ao companheiro de equipe. A troca foi concretizada na 65ª volta, mas Antonelli não conseguiu se aproximar o suficiente de Norris, que controlou as voltas finais.
Russell ainda teve de resistir à pressão de Hamilton, beneficiando-se de um novo safety car virtual perto do final, provocado pela presença de detritos na pista.
“Foi uma corrida incrível e muito difícil. A equipe tomou as decisões certas e o carro esteve muito forte quando foi necessário”, afirmou Norris após conquistar a segunda vitória consecutiva, depois do triunfo no Grande Prêmio da Hungria.
Hamilton terminou na quarta posição, a menos de um segundo de Russell, à frente do monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, e do australiano Oscar Piastri, na outra McLaren.
O neozelandês Liam Lawson, que substituiu o lesionado francês Isack Hadjar na Red Bull, foi sétimo. O alemão Nico Hülkenberg, da Audi, o espanhol Fernando Alonso, da Aston Martin, e o francês Pierre Gasly, da Alpine, completaram a zona de pontuação.
O brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, que também rodou durante a atribulada primeira volta, terminou na 13ª posição.
Além de Verstappen, abandonaram a corrida o britânico Oliver Bearman (Haas), devido a um problema no motor, o canadense Lance Stroll (Aston Martin), Ocon, o finlandês Valtteri Bottas (Cadillac) e o tailandês Alexander Albon (Williams).
Norris conseguiu a 13ª vitória na carreira e a segunda no circuito de Zandvoort. A McLaren ganhou o Grande Prêmio da Holanda pelo terceiro ano consecutivo.
Antonelli reforçou a liderança do Mundial de Pilotos, passando a somar 242 pontos, 59 a mais do que Russell e Hamilton, ambos com 183. Norris subiu ao quarto lugar, com 159.
O Grande Prêmio da Holanda, 12ª etapa da temporada, marcou a despedida de Zandvoort do calendário da Fórmula 1. Ele será substituído pelo GP de Portugal, em Portimão, a partir de 2027.
A próxima corrida do campeonato será o Grande Prêmio de Itália, em Monza, no fim de semana de 4 a 6 de setembro.
