A FFF alinha-se, assim, com a posição de outras federações europeias, como Itália, Bélgica, Suécia e Escócia, que também decidiram se afastar do líder do órgão mundial. Gianni Infantino encontra-se fragilizado há várias semanas após o seu projeto, entretanto retirado, de abrir a Copa do Mundo a investidores privados.
"Juntamente com os meus colegas do comitê executivo, consideramos que, de certa forma, a confiança depositada no presidente da FIFA foi quebrada, que a forma como vemos a condução do futebol mundial já não nos representa", apontou.
"É por isso que, por unanimidade dos seus membros, a Federação Francesa de Futebol decidiu retirar o seu apoio à candidatura de Gianni Infantino à presidência da FIFA", explicou Philippe Diallo, sublinhando que esta decisão foi "claramente (...) pelo interesse geral do futebol".
"Dupla legitimidade"
Para o dirigente francês, a FFF tem uma "dupla legitimidade: legitimidade histórica, pois a França é um país fundador da FIFA e tem legitimidade para intervir quando sente que a FIFA e o seu presidente se desviam na condução do futebol mundial. E legitimidade esportiva: há 10 anos que a França está no top 3 do ranking FIFA".
Infantino confirmou que vai candidatar-se a um novo mandato à frente da FIFA no dia 18 de março de 2027. Sendo o único candidato declarado, o atual dirigente do futebol mundial mantém-se no cargo apesar dos apelos à demissão e da pressão de várias federações, bem como das confederações asiática (AFC) e da América do Norte e Central (CONCACAF). Infantino recebeu, no entanto, o apoio da Confederação Africana.
Há várias semanas que o mundo do futebol está dividido em torno da sua gestão, considerada opaca pelos opositores, que o acusam de ter elaborado sem consulta um projeto para criar uma sociedade comercial aberta a investidores privados até 20% para aí colocar as receitas da Copa.
Alvo de críticas, o homem que lidera a FIFA desde 2016 abandonou rapidamente o seu projeto, o que não foi suficiente para pôr fim à polêmica.
Nenhum outro candidato se apresentou até agora, mas segundo vários meios de comunicação, o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf, poderá entrar na corrida. A FFF decidiu nesta quinta-feira abrir "consultas" para "escolher (o seu) candidato".
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