O jovem atleta foi vítima de injúria racial quando atuava pela Seleção Brasileira sub-17, em abril de 2026, em partida do Sul-Americano contra a Argentina. Mas acabou pegando um gancho de 2 de meses, enquanto o agressor saiu impune.
Aos 21 minutos do segundo tempo, Eduardo Conceição e outros atletas da Seleção denunciaram ao árbitro da partida, o paraguaio David Ojeda, que o defensor argentino Benítez havia direcionado gestos imitando um macaco em direção aos brasileiros.

A arbitragem, no entanto, optou por dar sequência ao jogo e não acionou o protocolo antirracista da FIFA. Próximo ao fim da partida, aos 43 minutos, Eduardo marcou o terceiro gol do Brasil e realizou um forte protesto direcionado ao juiz pela negligência.
O relatório da partida e a posterior representação da Conmebol basearam-se nessa manifestação do jogador para aplicar a punição.
O departamento jurídico da CBF e o Palmeiras tentaram recorrer da decisão junto à confederação sul-americana, mas os recursos foram rejeitados.
A pena original de quatro meses foi convertida para dois meses de suspensão efetiva, sob a condição de que o atleta não reincida em infrações disciplinares semelhantes no futuro. A informação foi publicada pelo diário Lance, ESPN pela rádio TMC nesta sexta (12).
O Palmeiras entende que a punição a Eduardo é uma “aberração”, acrescentou a ESPN.
Como o gancho retroage ao período de avaliação, a punição do atacante palmeirense terminará no dia 8 de julho.
A última atuação de Eduardo Conceição ocorreu no dia 4 de junho, quando defendeu o Palmeiras na goleada por 5 a 1 contra o Vitória, válida pelo Campeonato Brasileiro Sub-17.
