Ao receber o pontapé inicial do torneio, o "Colosso de Santa Úrsula" atinge a marca histórica de 20 partidas de Copa do Mundo disputadas em seu gramado. Nenhum outro estádio no mundo chegou perto desse número.
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Mais do que uma estatística, o Azteca é o único palco a testemunhar a consagração definitiva dos dois maiores camisas 10 da história das Copas e do futebol mundial: Pelé e Diego Maradona.

1970: O esquadrão de ouro e o adeus do Rei
A relação mística do Azteca com as Copas começou em 1970. Foi sob o sol da Cidade do México que o mundo assistiu àquela que muitos consideram a maior seleção de todos os tempos.
O Brasil de Pelé, Tostão, Rivellino, Gerson e Jairzinho encantou o planeta com um futebol que parecia arte. Na grande final, contra a Itália, o Azteca lotado foi o palco do Tri do Brasil, consolidando a posse definitiva da Taça Jules Rimet.

A imagem de Pelé, erguido nos braços do povo mexicano, celebrando o seu terceiro título mundial, imortalizou o estádio. Aquela final de 1970 foi também o último jogo de Pelé em Copas do Mundo, deixando no gramado do Azteca a assinatura do Rei do Futebol.

1986: O teatro de Diego Maradona
Dezesseis anos depois, o Azteca voltou a ser o centro do universo do futebol. Se em 70 o estádio viu a perfeição coletiva do Brasil, em 1986 ele foi o palco onde "Don" Diego Armando Maradona protagonizou seu recital.
Foi nas quartas de final daquele ano, contra a Inglaterra, que o Azteca testemunhou dois dos lances mais icônicos do esporte em um intervalo de quatro minutos.

Começou com "La Mano de Dios", o icônico gol de mestre e malandragem, onde Maradona usou a mão para antecipar o goleiro Shilton.
E veio então o gol do século, quando o camisa 10 argentino arrancou antes do meio-campo, enfileirando metade do time inglês até tocar para o fundo das redes.

Dias depois, o Azteca veria a consagração da Argentina como bicampeã mundial, com Maradona erguendo a taça e consolidando o estádio como o solo sagrado dos deuses do futebol.

Os números do Gigante
A grandiosidade do Azteca não se mede apenas pela nostalgia, mas por dados que nenhum outro estádio do planeta consegue replicar.
• Primeiro estádio da história a receber duas finais de Copa do Mundo (1970 e 1986).
• Ele é o primeiro estádio a abrir três Copas do Mundo (1970, 1986 e 2026).
• Ele chega hoje à sua 20ª partida de Copa do Mundo na história, tornando-se o recordista de jogos em Mundiais.

• Adaptado para as exigências modernas, o estádio mantém a atmosfera pulsante de mais de 80 mil espectadores.
• Localizado a mais de 2.200 metros de altitude na Cidade do México.
• Casa histórica da seleção mexicana e do Club América.
• Já recebeu shows históricos de artistas como Michael Jackson, U2 e Shakira.
• Já recebeu a final da Copa Libertadores de 2001 entre Cruz Azul e Boca Juniors.
• Como nenhum outro estádio da Copa do Mundo de 2026, o icônico Azteca respira futebol em sua essência máxima e abriga a paixão mexicana em busca de um título inédito.
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A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.
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