Defesa brilha, Seahawks se vingam dos Patriots e são bicampeões do Super Bowl

Defesa de Seattle não deu trégua para Drake Maye
Defesa de Seattle não deu trégua para Drake MayeKEVIN C. COX / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

O Seattle Seahawks venceu o New England Patriots por 29 a 13 neste domingo (8), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, e conquistou o segundo Super Bowl de sua história. Em uma atuação defensiva dominante, Seattle colocou Drake Maye sob forte pressão e forçou três turnovers do jovem quarterback de New England, incluindo uma interceptação retornada para touchdown por Uchenna Nwosu, que selou o triunfo.

O maior pontuador da partida foi o kicker Jason Myers, de Seattle, perfeito com cinco field goals em cinco tentativas, um novo recorde na história do Super Bowl

Veja como foi Seattle Seahawks 29 x 13 New England Patriots 

Mesmo com Jaxon Smith-Njigba anulado, os Seahawks mostraram a força de todo o elenco, voltando a conquistar um Super Bowl desde o 43 a 8 sobre o Denver Broncos, em 2014, além de se vingarem da derrota para os mesmos Patriots por 28 a 24, no histórico Super Bowl XLIX, em 2015. Aquele jogo estava entalado para o fanático torcedor de Seattle. 

Outro grande destaque da partida foi Kenneth Walker III, que liderou o ataque terrestre de Seattle com 135 jardas em 27 carregadas (média de 5,0) e foi eleito o MVP, o jogador mais valioso da partida.

Mas, sem dúvida, trata-se de uma grande história construída por Sam Darnold, que deixou para trás um início anedótico na NFL, quando foi selecionado pelos Jets, e conquistou um Super Bowl antes de grandes nomes de sua classe no Draft, como Josh Allen, do Buffalo Bills.

Primeiro tempo sem touchdown

Foi um jogo essencialmente marcado pela imposição defensiva de ambos os times. O Seattle Seahawks anulou Drake Maye e o ataque do New England Patriots que, pela primeira vez na temporada, saiu de campo sem anotar uma pontuação sequer no primeiro tempo. 

Do outro lado, a defesa da franquia de Foxborough obliterou a principal peça ofensiva de Seattle: o recebedor Jaxon Smith-Njigba, que finalizou sua participação no primeiro tempo com apenas uma recepção para quatro jardas, sendo alvo de Sam Darnold sete vezes.

Um primeiro tempo onde as únicas pontuações vieram em três field goals de Jason Myers, kicker dos Seahawks.

Mesmo sem ter cometido nenhum turnover, a ida para o intervalo trouxe aos Patriots um grande desafio: nenhum time que foi para o vestiário zerado em um Super Bowl conseguiu virar e vencer a partida. A equipe de New England foi a 15ª a não pontuar no primeiro tempo — e todas as anteriores acabaram derrotadas. E isso se manteve. 

O melhor ficou para o fim

Após o show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl 60, em Santa Clara, as equipes voltaram para o segundo tempo mantendo a mesma intensidade da etapa inicial. Os Seahawks voltaram a pontuar com Jason Myers, que converteu seu quarto field goal na grande decisão da NFL e ampliou a vantagem de Seattle para 12 a 0.

Próximo ao fim do terceiro período, Drake Maye cometeu um erro crucial ao ceder um fumble, recuperado pela defesa dos Seahawks. Com a posse, Seattle não perdoou no início do último quarto: Sam Darnold encontrou A. J. Barner em passe de 16 jardas para touchdown, ampliando o placar para 19 a 0.

Foi uma pontuação importante para os Seahawks, que haviam perdido, ao menos momentaneamente, a estrela Jaxon Smith-Njigba, encaminhado aos vestiários com suspeita de concussão.

Apesar de estar atrás com uma enorme diferença no marcador, os Patriots não estavam mortos. Drake Maye lançou seu melhor passe do dia pela lateral esquerda para Mack Hollins, que anotou um touchdown de 35 jardas, deixando o placar em 19 a 7 com 12:27 restantes no quarto período.

Mas Seattle não deu margem para o azar, voltou a pontuar com o quinto field goal de Jason Myers e contou com Uchenna Nwosu para selar a vitória ao retornar uma interceptação de Drake Maye. No chamado garbage time, os Patriots ainda anotaram mais um touchdown, mas o triunfo dos Seahawks já estava consumado.