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Seleção Brasileira mostrou a Carlo Ancelotti novos rostos e velhos problemas

Em fase de testes, Danilo foi o jogador com mais tempo nesta Data FIFA
Em fase de testes, Danilo foi o jogador com mais tempo nesta Data FIFARafael Ribeiro / CBF

A Seleção Brasileira testou novos jogadores durante a Data FIFA, a primeira desde a aposentadoria de Neymar da equipe, mas voltou a enfrentar os velhos problemas que a prejudicaram na Copa do Mundo de 2026.

Embora tenha goleado a Índia por 4 a 0 no sábado (3), encerrando sua série de amistosos, o time de Carlo Ancelotti voltou a ter dificuldades para assumir o controle no meio-campo, enquanto busca rejuvenescer posições-chave. Antes disso, os pentacampeões mundiais disputaram duas partidas na Austrália, um empate em 1 a 1 e uma vitória por 4 a 2.

Ancelotti admitiu que seus jogadores “podem fazer melhor”, embora tenha elogiado talentos emergentes como o meio-campista Gabriel Bontempo, do Santos, e os zagueiros Jair Cunha, do Nottingham Forest, e Arthur Dias, do Athletico-PR.

A seguir, um balanço do retorno da Seleção após sua frustrante eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo para a Noruega.

Meio-campo em reconstrução

Após o empate decepcionante no início da turnê, Bontempo foi titular nas duas partidas seguintes. A Seleção melhorou com três meio-campistas puros, mas carece de maior fluidez no seu futebol. É uma questão pendente e sem solução à vista devido à aposentadoria de Neymar.

“Seu primeiro jogo foi melhor do que o segundo”, disse Ancelotti sobre a promessa do Santos, de 21 anos.

Quem saiu mais fortalecido foi Danilo Santos, um dos nove sobreviventes da convocação para a Copa do Mundo. Sem Casemiro, que já não faz parte dos planos, Ancelotti parece apostar nele como eixo do meio-campo ao lado de Bruno Guimarães.

Titular nas três partidas, o volante do Botafogo foi o jogador com mais tempo em campo pela Seleção nos amistosos e o único a ultrapassar 200 minutos de jogo.

“Começar esse novo ciclo com continuidade e a confiança do técnico me deixa feliz. Quero aproveitar cada oportunidade. Espero continuar evoluindo”, disse Danilo à AFP.

Ai, Vini!

Vinícius Júnior se destacou na Copa do Mundo apesar do fracasso do Brasil, com quatro gols no torneio, mas, desta vez, seu momento ruim no Real Madrid se refletiu. Ele mostrou lampejos de qualidade na segunda partida, com uma participação crucial em um gol e um pênalti que provocou e converteu.

No sábado, ele esbarrou repetidamente na defesa adversária. Samuel Lino o substituiu e marcou dois gols. O técnico, no entanto, apoiou publicamente o atacante do Real Madrid.

Alerta

Ancelotti queria ver João Pedro no ataque, que vem brilhando no Chelsea, mas uma lesão atrapalhou os planos.

Uma das novidades surgiu na segunda partida, com Raphinha atuando como falso 9, função na qual ele tem um excelente início de temporada pelo Barcelona. Ele não atingiu o nível do Barça e dores musculares o deixaram de fora do último confronto.

Um alerta: a falta de tempo de jogo com seus clubes de Estêvão, do Chelsea, e de Endrick, do Real Madrid, ficou perceptível.

“Há jogadores que têm mais dificuldade para disputar partidas competitivas, porque não têm minutos em seus clubes, como é o caso de Estêvão e Endrick”, disse, sem rodeios, o técnico.

Rodízio no gol

Hugo Souza e os estreantes Otávio e Pedro Morisco se alternaram no gol, jogando uma partida cada um. Souza e Otávio sofreram gols e receberam críticas. Morisco teve um dia tranquilo diante de um adversário, a Índia, que não o colocou em apuros.

Um dos focos de Ancelotti é buscar o sucessor de Alisson, titular da meta nos últimos anos.

Alternativas na defesa

Na zaga, Ancelotti colocou os holofotes nos laterais, posição na qual reconhece a escassez de opções. Mauro Júnior estreou aos 27 anos pela Seleção. O jogador do PSV não impressionou, mas mostrou que tem condições de disputar a posição de lateral-esquerdo com Douglas Santos, graças à sua capacidade de avançar.

Pela direita, lateral em que Carletto havia convocado Wesley, que acabou ficando de fora por lesão, Matheuzinho deu um passo à frente. No entanto, as partidas contra a Austrália revelaram pontos fracos nas costas dos laterais.

No centro da defesa, Vitor Reis, Jair Cunha e Arthur Dias se alternaram como parceiros de Marquinhos e Gabriel Magalhães, revezando-se em cada uma das partidas. “Jair jogou muito bem” e “Arthur Dias também”, disse o técnico.

“Não vamos mudar muito (a lista), mas quero ver outros jovens”, adiantou Ancelotti sobre os amistosos contra Japão e Singapura, em novembro.

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