Na convocação feita por Carlo Ancelotti no começo de setembro, nove jogadores foram chamados pela primeira vez. No primeiro amistoso contra a Austrália, na última sexta-feira (25), entraram em campo dois deles: Matheuzinho e Mauro Júnior.
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Pedro Morisco (goleiro), Otávio (goleiro), Arthur Dias (zagueiro), Jair Cunha (zagueiro), Breno Bidon (volante), Gabriel Bontempo (volante) e Martinelli (volante) são os outros nomes que podem ser estreantes pelo Brasil nesta Data FIFA.
Carlo Ancelotti indicou nos últimos treinamentos que deve fazer algumas mudança na equipe titular para o segundo encontro diante dos Socceroos. Inclusive, Otávio, Jair Cunha e Gabriel Bontempo podem integrar o onze inicial.
Diante de tantas caras novas na Seleção Brasileira, o Flashscore conta um pouco da trajetória de cada um dos seis jogadores que podem iniciar sua trajetória com a amarelinha:
Pedro Morisco (Coritiba)
Cria do Coritiba, Pedro Morisco subiu aos profissionais do clube em 2023, mas se consolidou mesmo no gol do Coxa em 2024, logo após se destacar na Copinha. O jovem goleiro virou titular na campanha da Série B e foi um dos protagonistas do título da segundona no ano seguinte, em 2025. Na elite, o desempenho do jovem tem chamado atenção e Ancelotti resolveu testá-lo no processo de renovação pós-Copa do Mundo.

Mesmo sendo um dos destaques da atual Série A em sua posição, Pedro Morisco revelou que ficou surpreso com a convocação. O goleiro afirmou que pensava em Seleção para o futuro.
“Quando eu soube que poderia acontecer, já era uma surpresa tremenda pra mim, porque significava que consegui pelo menos ser visto, já estava com essa conquista. Venho de dois anos na Série B, vamos lutando por alguns objetivos e a gente sonha, mas neste ano eu pensava muito em criar casca, aprender muitas coisas ainda e quem sabe daqui a um ou dois anos ser convocado. E aconteceu logo no primeiro ano, foi uma surpresa tremenda", contou Morisco em entrevista à CBF TV.
Otávio (Cruzeiro)
Mineiro de Perdigão, Otávio chegou cedo às categorias de base do Cruzeiro e logo se firmou como uma das grandes promessas do clube. O goleiro se destacou nas campanhas celestes no sub-17 e no sub-20, chegou às seleções de base e, no ano passado, foi o titular do Brasil no Mundial Sub-20.

Em maio deste ano, com a grave lesão de Cássio e a má fase de Matheus Cunha, o goleiro de 20 anos recebeu a missão de assumir a meta cruzeirense. Com a tranquilidade de um veterano, agarrou a oportunidade e virou um dos destaques do time. O bom desempenho no teste de fogo foi reconhecido em agosto, quando o clube lhe ofereceu uma renovação de contrato até o meio de 2031.
Arthur Dias (Athletico-PR)
Arthur Dias chegou à base do Athletico-PR em 2022, aos 15 anos, como atacante. Com o nome em uma lista de dispensa, foi convencido por Rodrigo Bellão, hoje técnico interino do Botafogo, a virar zagueiro. A mudança veio a contragosto, mas mudou sua trajetória: na defesa, ele virou destaque da base rubro-negra, passou a frequentar as seleções de base e, no ano passado, foi campeão do Sul-Americano Sub-20 com o Brasil.

Depois de ficar no banco na reta final do Brasileirão 2024, Arthur estreou como profissional em julho do ano passado, na Série B, e logo virou titular absoluto com Odair Hellmann. O jovem defensor mostra qualidade com a bola nos pés e já despertou interesse do futebol europeu. Na última janela de transferências, o Tottenham ofereceu 21 milhões de euros (R$ 124,6 milhões), proposta recusada pelo Athletico-PR.
Jair Cunha (Nottingham Forest)
Com 1,98 m, Jair Cunha é daqueles defensores que se impõem pela estatura. Nascido em Orlândia, no interior paulista, ele fez sua estreia profissional pelo Santos em 2023 e, dois anos depois, vestiu a camisa da seleção brasileira no Sul-Americano Sub-20.

Ainda em 2025, o zagueiro trocou a Vila Belmiro pelo Botafogo, onde permaneceu por apenas quatro meses antes de ser vendido ao Nottingham por 12 milhões de euros (R$ 76 milhões à época). No futebol inglês, a adaptação tem sido rápida: titular desde o início da temporada, ele esteve em campo em todos os quatro jogos da equipe até agora.

“Para mim, é uma felicidade imensa. É um sentimento que eu não consigo nem colocar em palavras. Desde criança, sempre sonhei em estar aqui. Todo jogador brasileiro sonha em defender seu país e estou tendo essa oportunidade hoje. Estou muito feliz e muito grato a Deus”, comemorou o zagueiro em entrevista à CBF TV.
Breno Bidon (Corinthians)
Antes de chegar ao Corinthians, Breno Bidon passou pelas categorias de base da Portuguesa e do Audax. No Timão, ganhou projeção em 2024, quando foi eleito o melhor jogador da Copinha e no mesmo ano se firmou no time principal. Em 2025, fez parte das campanhas dos títulos do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil, além de defender o Brasil no Sul-Americano Sub-20.

Aos 21 anos, o meio-campista já desperta o interesse do futebol europeu: clubes como PSV, Chelsea, Zenit e Besiktas fizeram sondagens pelo jogador. Uma das principais promessas em uma posição carente do Brasil, Breno Bidon projeta uma carreira longa na Seleção.

"Eu nunca imaginei que poderia estar vivendo esse momento tão rápido. E acredito que eu vou aproveitar e usufruir ao máximo do que eu puder aqui. É uma experiência muito grande, então acredito que esse momento vai ser muito importante para mim. Que seja a primeira de muitas”, falou o meio-campista em entrevista à CBF TV.
Gabriel Bontempo (Santos)
MIneiro de Uberaba, Gabriel Bontempo foi formado nas categorias da base do Santos e alcançou o time profissional em 2025. O meia também defendeu a Seleção Brasileira Sub-20 antes de receber sua primeira convocação para a equipe principal.

Meia de origem, Bontempo tem sido aproveitado em diferentes funções no meio-campo santista. A versatilidade para atuar tanto como volante quanto mais próximo do ataque foi um dos fatores que o ajudaram a conquistar seu lugar no time. No Peixe, o meio-campista convive diariamente com diversos jogadores que passaram pela Seleção Brasileira e ele disse que isso o ajuda.

“Desde antes e com esses reforços, estou rodeado de craques que também vestiram a camisa da Seleção. E eles têm me ajudado bastante desde que eu soube da oportunidade de vir para a Seleção, me deram conselhos e me ajudaram como ajudavam antes. Poder tê-los no grupo do Santos, que já têm essa experiência (de Seleção), foi muito importante para me preparar”, analisou o jovem atleta em entrevista coletiva na Austrália.
Martinelli (Fluminense)
Um dos integrantes da chamada "Geração de Ouro" da base do Fluminense, Martinelli nasceu em Presidente Prudente-SP e chegou ao clube carioca em 2017. Ao lado de nomes como André, João Pedro e Luiz Henrique, o meia fez história em Xerém e chegou ao time profissional em 2020.

No Tricolor das Laranjeiras, conquistou os Campeonatos Carioca de 2022 e 2023, a Libertadores de 2023 e a Recopa de 2024. Convocado após a lesão de João Pedro, Martinelli destacou a importância do Fluminense em sua formação e no momento que está vivendo hoje.

“(O Fluminense) representa demais para mim. É o clube que me fez homem, que me fez jogador, que me deu essa oportunidade de mostrar o meu futebol, junto com todos meus companheiros, staff. Todo mundo me ajudou demais. Foi a porta de entrada para que eu pudesse mostrar meu futebol, meu valor, para que um dia eu pudesse chegar na Seleção. Tenho total gratidão pelo clube", falou o meia em conversa com a CBF TV.
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