A diretoria liderada por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, desembolsou 42 milhões de euros (R$ 246 milhões) para trazer o meia de volta para casa.
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Prestes a disputar seu primeiro clássico contra o Palmeiras, confronto que vem se transformando no mais importante do campeonato pelo histórico recente de disputas por títulos entre as equipes, seja no Brasileirão, seja na Libertadores, Paquetá chega embalado após ser convocado para sua segunda Copa do Mundo.

Começo instável
O começo da trajetória com a camisa rubro-negra, porém, foi de adaptação. Além da grande diferença entre o futebol inglês, onde ele estava, e o brasileiro, havia a dúvida sobre como ele se encaixaria melhor em campo.
Filipe Luís foi o primeiro responsável por essa missão. E, por mais que o camisa 20 tenha jogado bem em momentos pontuais, como contra o Botafogo, nas quartas de final do Cariocão, ele enfrentou dificuldades.
Com o antigo treinador, Paquetá costumava atuar mais próximo da área. Existia uma dúvida sobre como seria o encaixe com Arrascaeta. Suas atuações ficaram abaixo do que se esperava de um reforço tão caro.
A média de notas Flashscore no período foi de 7,1, muito impulsionada pelo 9,6 na goleada por 8 a 0 sobre o Madureira, última partida sob o comando de Filipe Luis. Se tirarmos esse jogo da equação, a média cai para 6,7.
A afirmação com Jardim
Com a chegada de Leonardo Jardim, Paquetá passou a atuar, num primeiro momento, como um meia mais armador. Depois, foi recuado para segundo volante. Foi aí que começou a brilhar mais.
A versatilidade do jogador já foi exaltada pelo treinador rubro-negro. A dúvida sobre o encaixe com Arrascaeta, enquanto o uruguaio estava saudável, deixou de existir.
Repare, no gráfico abaixo, como Paquetá tocava mais na bola próximo da área no Campeonato Carioca em comparação ao Brasileirão.

Jogando dessa forma, Paquetá tem média de 2,1 chutes a cada 90 minutos no Brasileirão e 2,8 na Libertadores. As duas marcas estão entre as mais altas dentre os meias nas respectivas competições.
Paquetá também tem contribuído bastante na defesa. Ele lidera o Flamengo em desarmes no Brasileirão. São 14 em 17 tentativas, uma taxa bastante alta de sucesso nesse tipo de jogada. Além disso, ele vem vencendo mais de 59% dos duelos.
Desde que Jardim assumiu, Paquetá disputou 13 jogos. Sua média Flashscore subiu consideravelmente, para 7,3. Em nove dessas partidas, sua avaliação ficou acima de 7, considerada uma boa marca.
Depois de ficar quase um mês afastado por conta de uma lesão muscular, o meia retornou contra o Athletico-PR, sob os olhares de Carlo Ancelotti, e foi um dos melhores em campo.

Consolidado e convocado
O jogo pode não ter sido o principal motivo que levou o jogador do Flamengo para a Copa do Mundo, mas a grande atuação após um longo período de inatividade certamente deu a confiança que o treinador italiano precisava para levá-lo ao Mundial. E apenas sacramentou a boa fase que o atleta vivia antes da lesão.
Com três gols, Paquetá é o vice-artilheiro do time no Campeonato Brasileiro, mesmo com o período afastado por lesão. No total, são sete bolas na rede desde sua reestreia com a camisa rubro-negra.
O meia tem contribuído muito e vem mostrando que o investimento, questionado de forma talvez precipitada em determinado momento, pode valer a pena. Contra o Palmeiras, terá mais uma chance de ser o protagonista que a Nação espera.
O Flashscore transmite Flamengo x Palmeiras ao vivo, direto do Maracanã, neste sábado (23), a partir das 20h55, com narração de Fabio Azevedo.
