O Cruz-Maltino fez 2 a 0 no Pacaembu, pela 34ª rodada da Série A do Brasileirão. Apesar dos três pontos somados, o time carioca não escaparia do rebaixamento naquele ano.
Saiba tudo sobre Vasco x Palmeiras
No estádio de São Januário, palco de mais um confronto entre os dois clubes nesta noite, a última vitória do Gigante da Colina ficou ainda mais distante no tempo: um 3 a 1 em setembro de 2012.

Em mais de uma década, muita coisa mudou no futebol, mas a realidade recente de Vasco e Palmeiras continua desequilibrada. Enquanto o time paulista vem de mais um título estadual e ocupa a primeira posição na tabela, o Vasco aparece na lanterna e sequer chegou à final do Campeonato Carioca.
O sopro de esperança da torcida vascaína, além do fator casa, é a estreia de Renato Gaúcho, que volta ao clube para comandar a equipe. Em sua segunda passagem, em 2008, ele não conseguiu evitar o primeiro rebaixamento da história vascaína. Naquele elenco, Pedrinho — hoje presidente do clube — era um dos jogadores mais experientes.
O Palmeiras, por sua vez, chega com o técnico mais longevo do futebol brasileiro em mais de três décadas, Abel Ferreira, e com atacantes mais eficientes, como mostram os números.
Gols esperados
O caso de Vitor Roque é o mais significativo. No atual Campeonato Brasileiro, o índice de gols esperados (xG) do atacante do Palmeiras está em 0,4 por 90 minutos, enquanto a média de gols marcados é de 0,8 por 90 minutos.
Como a amostragem ainda é pequena — apenas quatro jogos — pode haver um componente de sorte. Ainda assim, o mais importante é que o camisa 9 está empurrando a bola para dentro.
O índice de xG por chute do atacante do Verdão também chama atenção: 0,5 por 90 minutos. Em outras palavras, ele produz finalizações perigosas por partida — acima de 0,4 já é considerado um nível difícil para o goleiro defender.
Os números de Allan também mostram eficiência. Somando os quatro jogos em que atuou, ele tem um índice de gols esperados de 0,51. Como o camisa 40 já marcou dois gols na competição — quase quatro vezes o esperado — o dado indica que o atacante está aproveitando bem as oportunidades.

Ataque inoperante
Do lado vascaíno, nem é preciso esmiuçar muito os índices ofensivos da equipe, até então comandada por Fernando Diniz, para perceber a baixa produção.
Foram apenas três gols marcados (nenhum dos atacantes), apesar de um índice médio de xG de 2,2 por 90 minutos. Principalmente os atacantes do Vasco apresentam um índice de acerto no gol bastante baixo.
Em tese, pela qualidade das chances criadas, o clube carioca poderia estar com uma quantidade de gols próxima à do adversário desta noite, que já soma 12 na competição.

Sob a trave
No setor defensivo, a discrepância entre Vasco e Palmeiras é menor. Os dados, portanto, não explicam totalmente a diferença entre os dois clubes na tabela da Série A.
Enquanto o time carioca sofreu seis gols, o Palmeiras cedeu cinco.

Léo Jardim tem um índice de 54% de defesas. Já Carlos Miguel vem trabalhando mais no gol palmeirense: defendeu 71% das bolas chutadas contra sua meta, além de ter sofrido menos gols — um dos cinco foi contra.
Outro dado relevante: o goleiro do Palmeiras ainda não sofreu gols em finalizações de fora da área neste campeonato.

