Aos 39 anos, Hulk optou pela rescisão amigável de seu contrato com o Atlético-MG. O vínculo se encerraria ao fim desta temporada. O novo destino do atacante deve ser o Fluminense, clube com o qual mantém conversas desde o início do ano.
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Hulk chegou ao Galo em 2021 e o resto é história. Foram 311 jogos com a camisa alvinegra, 140 gols marcados, 56 assistências e oito títulos conquistados.
O grande destaque foi a temporada de 2021, na qual o atacante correspondeu em alto nível no seu retorno ao futebol brasileiro, liderando o Galo nas conquistas do Campeonato Mineiro, da Copa do Brasil e do Brasileirão. Ele ainda faturaria a Supercopa do Brasil de 2022, além de outros quatro títulos estaduais.
Em termos continentais, Hulk "bateu na trave" duas vezes: foi vice-campeão da Libertadores em 2024 e da Copa Sul-Americana em 2025.

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Veja abaixo, na íntegra, o adeus emocionante de Hulk:
"Massa, nunca me preparei para esse momento de despedida, porque no fundo eu achei que algumas histórias não ia ter fim, mas eu precisava vir aqui e falar com vocês, porque tem coisas que não cabem em um vídeo, não cabe em uma nota, só cabe no coração. E antes de tudo, eu preciso voltar lá no começo. Quando eu cheguei aqui, não foi fácil. Era desconfiança, era pressão, era um clube gigante esperando resposta imediata.
E eu sabia que não bastava só jogar, eu precisava provar, provar que valeu a aposta, provar que merecia vestir essa camisa, provar que eu estava pronto para carregar esse peso e eu carreguei com trabalho, com entrega, com silêncio quando precisava e com coragem quando o momento pedia. Porque aqui não existe meio termo. Ou você vive de verdade ou você não vive nada. E eu escolhi viver tudo. Eu sou o Hulk Paraíba, mas aqui eu também virei o Hulk Mineiro. Aqui eu vivi de verdade.
Teve dia de aplauso, teve dia de silêncio, teve dia que só Deus e minha família sabiam que eu estava passando. Mas mesmo assim eu fui. Eu fui por você, Mariazinha. Eu fui por você, Noah. Eu fui por você, Lucas. Eu fui por você, Taylor. Eu fui por você, Ana Clara. Eu fui por você, dona Lourdes. E fui por aquele pai que me parou no estacionamento e disse: 'Meu filho, acredita que você é um super-herói'.
Eu fui por cada criança, por cada torcedor que acreditava, mesmo quando parecia difícil, eu fui por aqueles que já não estão mais aqui, por quem sonhou, acreditou e não pôde ver até o fim. Eu fui por cada grito vindo da arquibancada, por cada olhar de esperança. Eu fui por cada um de vocês e eu dei tudo. Meu corpo, minha mente, meu coração. Teve jogo que eu entrei quebrado. Teve jogo que eu entrei quebrado. Teve momento que eu não estava bem. Mas eu não conseguia não ir, porque vestir essa camisa não era só entrar em campo, era representar vocês. E isso pesa, mas também honra.
E os números, ele conta uma parte da história. Mais de 140 gols, mais de 300 jogos, títulos que marcaram geração, noites que ficaram eternas. Mas quem viveu sabe. Nunca foi só sobre números, foi sobre presença, sobre entrega, sobre nunca se esconder, porque tem jogador que passa e tem jogador que marca. E aqui eu lutei todos os dias para ser inesquecível. Cada gol não era só meu, era nosso. Cada comemoração, cada grito, cada explosão na arquibancada era a prova de que a gente estava vivendo algo que ninguém explica, algo que se sente.
E hoje não é fácil, não é uma decisão fria, não é só futebol, é despedida de uma parte de mim. Porque o Atlético nunca foi só um clube na minha carreira, foi um pedaço da minha vida e isso ninguém tira. Eu estou seguindo porque a vida às vezes pede isso. Eu vestirei outra camisa, mas o Galo nunca vai sair de dentro de mim, nunca. Porque aqui eu fui feliz, aqui eu fui inteiro, aqui eu fui de verdade. E vocês, vocês foram parte de tudo isso. Obrigado por cada momento, pelos bons e até pelos difíceis, porque foram eles que me fizeram ser quem eu sou hoje.
Eu estou indo. Mas uma parte de mim fica aqui para sempre. E se um dia perguntarem quem eu fui de verdade, não olhem só para os números, nem pros títulos. Olhem para o jeito que eu vivi cada jogo. Porque ali, em cada dividida, em cada gol, tinha um homem tentando ser digno de vocês. E isso, isso é o que eu levo comigo. E isso é o que eu nunca vou deixar de ser. Porque camisa a gente troca, mas história ninguém apaga. E o que a gente viveu aqui, isso não termina hoje, isso continua em cada torcedor, em cada criança que ainda vai sonhar, em cada vez que alguém gritar: 'Aqui é Galo'."
