O Santos abriu o placar aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Neymar tabelou com Barreal e finalizou de primeira para marcar (e, na comemoração simulou que estava jogando cartas com a torcida).
Veja como foi Santos 2 x 2 Chapecoense
Mas o cenário mudou logo após o intervalo.
Melhor após as alterações promovidas pelo técnico, a Chapecoense empatou aos seis minutos com Marcinho, em jogada iniciada por Giovanni Augusto. Aos 17, veio a virada: João Ananias desviou contra o próprio patrimônio e marcou um gol contra, colocando os catarinenses em vantagem, mesmo com a equipe visitante produzindo apenas 0,86 de xG em toda a partida.
Quando o Santos parecia caminhar para uma derrota vexatória, Neymar voltou a aparecer. O camisa 10 converteu um pênalti bastante contestado aos 44 minutos do segundo tempo e evitou o tropeço diante do lanterna.

Foi uma atuação de enorme protagonismo individual: o atacante terminou o jogo com nove finalizações, cinco delas no alvo, 105 toques na bola, 41 passes no terço final e participação constante nas principais jogadas ofensivas. Foi também a primeira vez desde abril que Neymar tentou pelo menos cinco chutes em uma partida de Série A. O camisa 10 ainda tomou uma cartão amarelo, por reclamação.
Os números ajudam a explicar a sensação de frustração na Vila. O Santos produziu 1,74 de gols esperados (xG), finalizou mais de quatro vezes que a Chapecoense e controlou territorialmente a partida do início ao fim. Ainda assim, esbarrou novamente na fragilidade defensiva e desperdiçou a chance de vencer um adversário que segue afundado na última colocação e luta contra o rebaixamento.
Em termos de chances claras de gol, foram duas para a Chape e uma para o Santos, mostrando que o time paulista também teve dificuldades de transformar volume em jogadas mais agudas.
No fim, Neymar salvou o Santos da derrota. Mas o empate teve gosto amargo. Pela atuação coletiva e pelo contexto do confronto, o ponto conquistado valeu muito mais para a Chapecoense do que para o time da Vila Belmiro.

