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Neymar evita derrota do Santos, mas empate com a Chape aumenta frustração na Vila

Neymar marcou os dois gols na Vila, Santos empata com a Chape
Neymar marcou os dois gols na Vila, Santos empata com a ChapeANDERSON ROMÃO/AGIF VIA AFP

Jogando diante de sua torcida, o Santos contou com Neymar em sua primeira partida após o fiasco na Copa do Mundo, saiu na frente, dominou as ações e criou as melhores oportunidades. O Peixe terminou o jogo com mais posse de bola (64% a 36%), mais finalizações no alvo (7 a 3) e maior volume ofensivo. Ainda assim, quem deixou a Vila Belmiro com motivos para comemorar foi a Chapecoense, lanterna do Campeonato Brasileiro, que arrancou um empate em 2 a 2.

O Santos abriu o placar aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Neymar tabelou com Barreal e finalizou de primeira para marcar (e, na comemoração simulou que estava jogando cartas com a torcida). 

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Mas o cenário mudou logo após o intervalo. 

Melhor após as alterações promovidas pelo técnico, a Chapecoense empatou aos seis minutos com Marcinho, em jogada iniciada por Giovanni Augusto. Aos 17, veio a virada: João Ananias desviou contra o próprio patrimônio e marcou um gol contra, colocando os catarinenses em vantagem, mesmo com a equipe visitante produzindo apenas 0,86 de xG em toda a partida.

Quando o Santos parecia caminhar para uma derrota vexatória, Neymar voltou a aparecer. O camisa 10 converteu um pênalti bastante contestado aos 44 minutos do segundo tempo e evitou o tropeço diante do lanterna. 

Primeiro gol do Santos na Vila, Neymar, de primeira
Primeiro gol do Santos na Vila, Neymar, de primeiraStats Perform/Opta

Foi uma atuação de enorme protagonismo individual: o atacante terminou o jogo com nove finalizações, cinco delas no alvo, 105 toques na bola, 41 passes no terço final e participação constante nas principais jogadas ofensivas. Foi também a primeira vez desde abril que Neymar tentou pelo menos cinco chutes em uma partida de Série A. O camisa 10 ainda tomou uma cartão amarelo, por reclamação. 

Os números ajudam a explicar a sensação de frustração na Vila. O Santos produziu 1,74 de gols esperados (xG), finalizou mais de quatro vezes que a Chapecoense e controlou territorialmente a partida do início ao fim. Ainda assim, esbarrou novamente na fragilidade defensiva e desperdiçou a chance de vencer um adversário que segue afundado na última colocação e luta contra o rebaixamento.

Em termos de chances claras de gol, foram duas para a Chape e uma para o Santos, mostrando que o time paulista também teve dificuldades de transformar volume em jogadas mais agudas. 

No fim, Neymar salvou o Santos da derrota. Mas o empate teve gosto amargo. Pela atuação coletiva e pelo contexto do confronto, o ponto conquistado valeu muito mais para a Chapecoense do que para o time da Vila Belmiro.

Mais bola, mas menos chances claras de gol, Chape comemora o empate na Vila
Mais bola, mas menos chances claras de gol, Chape comemora o empate na VilaStats Perform/Opta

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