Os números ajudam a explicar por que a expectativa é tão alta. Entre 2024 e o fim de 2025, Thiago disputou 66 partidas pelo Fluminense, com cinco gols, uma assistência e desempenho defensivo de elite. Foram 5,4 cortes por jogo, 7,8 ações defensivas partida, 67% de eficiência nos duelos e impressionantes 92% de acerto nos passes. Mais simbólico ainda: não cometeu um único erro que resultasse em gol adversário.
Com e sem Thiago

A influência do camisa 3 também apareceu diretamente nos resultados. No Brasileirão de 2025, o Fluminense teve 60% de aproveitamento quando contou com Thiago Silva, contra 49% sem ele. Defensivamente, a equipe sofreu apenas 0,84 gol por partida com o zagueiro em campo, média que subia para 1,38 em sua ausência.
O impacto também se refletia nos resultados: o percentual de vitórias era de 56% com Thiago Silva, ante 38,46% sem ele, enquanto a média de pontos por jogo caía de 1,80 para 1,46.
O impacto já havia ficado evidente em 2024, quando o Fluminense parecia caminhar para o rebaixamento. Após somar apenas 6 pontos nas primeiras 13 rodadas e sofrer gols nas 16 partidas iniciais do Brasileirão, o cenário começou a mudar com a chegada de Thiago Silva, aliada à troca da comissão técnica e às mudanças no modelo de jogo. A reação rendeu 40 pontos, a permanência na Série A e uma vaga na Copa Sul-Americana.

A reestreia naquela temporada serviu como um cartão de visitas. Logo após voltar, o Fluminense engatou seis jogos consecutivos sem sofrer gols no Campeonato Brasileiro, com cinco vitórias e um empate.
O zagueiro ainda marcou diante do próprio Grêmio, pela Libertadores, ajudando o clube a avançar às quartas de final. Além da qualidade técnica, assumiu papel de liderança no elenco e atuou como elo entre jogadores, comissão técnica e diretoria durante a recuperação.

Os problemas defensivos do Flu
O contexto atual reforça ainda mais a necessidade de sua volta. Em 2026, considerando Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil, o Fluminense disputou 27 partidas e saiu sem ser vazado em apenas cinco delas. Foram 32 gols sofridos, além de 13 erros que geraram finalizações adversárias e outros três que terminaram em gol.
Com Jemmes inseguro, Freytes e Ignácio em fase irregular e Julian Millán afastado por uma lesão muscular de grau 3, Thiago Silva retorna não apenas como um símbolo do clube, mas como a resposta mais confiável para um setor que há meses pede socorro.

