Marcão apontou que o episódio refeletiu o racismo estrutural na sociedade. Ele precisou ser escoltado por seguranças para evitar que uma confusão maior se propagasse com torcedores mais exaltados.
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"Infelizmente, pessoas não aceitam o lugar que um negro está", disse Marcão.
O pai de Gerson ainda agradeceu pelo apoio e as mensagens recebidas em suas redes sociais.
"Passando para agradecer aqueles que se solidarizaram comigo ontem, do acontecimento dentro do Maracanã. Quero dizer para vocês uma coisa simples e impressionante: aquelas pessoas que fizeram aquilo comigo não são torcedores do Flamengo, porque deixaram de assistir ao jogo e de comemorar a vitória do seu time para querer me xingar e me hostilizar”, afirmou.
Marcão também ressaltou que o ocorrido não o abalou e que reações como as da última noite fazem parte de sua trajetória. O empresário é visto pela torcida do Flamengo como o principal responsável pela saída de Gerson após o Mundial de Clubes do ano passado, quando o atleta preferiu aceitar uma proposta milionária do Zenit a continuar no clube da Gávea.
"Quero dizer para aqueles que me mandaram inúmeras mensagens que estou bem. Isso não me deixa triste, porque estou acostumado com isso desde quando me conheço por gente, sempre tive que lutar pelo que é meu", concluiu.
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Durante a partida desta quarta-feira (11), Gerson foi constantemente vaiado pela torcida do Flamengo, que o chamou ainda de mercenário. O meia teve atuação apagada pelo Cruzeiro e acabou substituído no segundo tempo, dando lugar a Wanderson.
