Afinal, quanto o status de estrela internacional realmente significou para o Botafogo dentro de campo. Ziyech repetirá qual desses capítulos?
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O Flashscore relembra essas passagens.
Seedorf: da euforia à idolatria
A chegada de Clarence Seedorf ao Botafogo, em julho de 2012, parou o Rio de Janeiro. Mais de 1.500 torcedores foram ao Aeroporto Internacional Tom Jobim para recepcionar o holandês, que vinha de uma carreira vitoriosa por clubes como Ajax, Real Madrid, Inter de Milão e Milan.
No dia seguinte, a apresentação no Nilton Santos manteve o clima de euforia, com fogos, chuva de papel picado, cantorias e a presença de milhares de alvinegros. A expectativa criada em torno do meio-campista era enorme, mas Seedorf rapidamente mostrou que não estava no Brasil apenas para encerrar a carreira.

Em campo, o holandês entregou o que a torcida esperava. Foram 81 jogos, 24 gols e o título do Campeonato Carioca de 2013, além da participação decisiva na campanha que levou o Botafogo de volta à Libertadores após 18 anos.

Seedorf disputou sua última partida pelo clube em dezembro de 2013, na vitória por 3 a 0 sobre o Criciúma. Ao ser substituído, recebeu o carinho dos torcedores e se emocionou até as lágrimas. Pouco depois, anunciou a aposentadoria para assumir o Milan como treinador. Saiu do Botafogo como ídolo e deixou uma lembrança muito diferente da maioria dos grandes nomes internacionais que passaram pelo clube.

"Na vida, quando a oportunidade vem, você tem que pegar. E o futebol dá muitas oportunidades de crescer como profissional e como homem (...) Agradeço a todos pelo apoio e por aceitarem meu jeito de ser. O mais importante foi a mentalidade que construímos. Meu sonho é sempre ver esse espírito vencedor. Tinha muita vontade de ajudar mais e tenho orgulho de ter feito parte deste grupo", declarou Seedorf em sua despedida ao elenco botafoguense.

Honda: frustração e cobranças públicas
Se a chegada de Seedorf havia causado euforia, a de Keisuke Honda, em fevereiro de 2020, não ficou muito atrás. Cerca de 2 mil torcedores foram ao Galeão para receber o japonês, principal contratação do Botafogo para aquela temporada. Honda apareceu no saguão carregando uma bandeira do clube e foi recebido ao som do hino e de cantos da torcida.
A expectativa aumentou ainda mais com a apresentação no Nilton Santos e com o peso internacional de um jogador que havia disputado três Copas do Mundo pela seleção japonesa.

A passagem, porém, ficou muito abaixo do tamanho da recepção. Honda estreou marcando contra o Bangu e terminou sua passagem pelo Botafogo com apenas três gols em 27 jogos. Em meio à crise financeira, política e esportiva que tomou conta do clube em 2020, o japonês passou a cobrar publicamente a diretoria e acabou pedindo a rescisão do contrato em dezembro daquele ano.

Embora tenha mantido uma relação de carinho com o Botafogo, Honda deixou o Rio sem o impacto esportivo esperado e sem conquistar a mesma condição de ídolo que sua chegada sugeria.

Kalou: sem deixar saudades
Salomon Kalou foi anunciado pelo Botafogo em julho de 2020, poucos meses depois da chegada de Honda, e também provocou grande expectativa entre os torcedores. Campeão da Liga dos Campeões pelo Chelsea e com passagem pela seleção da Costa do Marfim, o atacante chegou ao Rio em agosto carregando uma bandeira alvinegra.
A recepção, no entanto, foi mais discreta do que a de Honda, em grande parte pelas restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Sua apresentação no Nilton Santos aconteceu sem público, com os torcedores participando de forma virtual em uma ação organizada pelo clube.

O entusiasmo inicial rapidamente deu lugar à frustração. Kalou estreou em setembro, marcou seu único gol pelo Botafogo já em sua segunda partida, contra o Corinthians, mas não conseguiu manter o nível esperado. Em oito meses no clube, disputou 27 jogos e marcou apenas uma vez.

Com a queda do Botafogo para a Série B e o baixo retorno técnico, clube e jogador chegaram a um acordo para rescindir o contrato em abril de 2021. Kalou deixou o Botafogo sem conseguir corresponder à expectativa criada por sua carreira na Europa e, assim como Honda, acabou saindo sem deixar saudade entre os torcedores.

Ziyech: uma nova esperança
A chegada de Ziyech reacendeu no torcedor do Botafogo a expectativa de ver novamente um nome de peso internacional fazendo a diferença dentro de campo. Apresentado antes do empate com o Red Bull Bragantino, o marroquino foi recebido com entusiasmo pela torcida, que espera que sua experiência por clubes como Ajax, Chelsea e Galatasaray se traduza em qualidade e protagonismo com a camisa alvinegra.
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