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Bap admite erros e avisa que Flamengo será ultraconservador no mercado em 2027

Bap aponta onde errou no último mercado do Flamengo
Bap aponta onde errou no último mercado do FlamengoRafael Ribeiro/CBF

O Flamengo vai mudar a forma como atua no mercado em 2027. Em reunião do Conselho de Administração, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, admitiu erros na gestão deste ano e avisou que o clube será ultraconservador nas contratações, ao menos na primeira janela.

O encontro aconteceu na quarta-feira (28), na Gávea, com a presença de 56 conselheiros. Segundo o ge, a reunião recalculou as finanças rubro-negras e confirmou que o clube deve encerrar 2026 no vermelho, com um déficit estimado em R$ 40 milhões.

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O número representa um rombo de cerca de R$ 220 milhões em relação ao orçamento original, que previa superávit de R$ 180 milhões. Diante do cenário, Bap projetou uma temporada ainda mais difícil financeiramente para todos os clubes do país.

Aposta em jogadores livres

A estratégia da diretoria para 2027 é reforçar o elenco apenas com atletas livres no mercado, sem gastar com a compra de direitos econômicos. O modelo já foi usado nas chegadas de Jorginho e Danilo.

A ideia é atrair jogadores em fim de contrato com salários mais altos. A aposta é que outros clubes estarão em situação financeira mais complicada, com mais dificuldade para segurar seus atletas.

A Comissão Permanente de Finanças do clube defendeu a receita de “gastar menos e vender mais” para equilibrar as contas. Nessa linha, Bap estabeleceu a meta de arrecadar entre 40 e 45 milhões de euros (de R$ 238 milhões a R$ 267 milhões) com vendas. O presidente garantiu, porém, que não vai negociar peças importantes.

Os erros de 2026

Bap também foi cobrado pelos conselheiros. A principal dúvida era como um ano em que ele falava em poder gastar R$ 1 bilhão terminaria com prejuízo. Entre os erros reconhecidos pelo presidente está a negociação de Wallace Yan.

O Flamengo recusou uma primeira oferta de 10 milhões de euros (cerca de R$ 62 milhões na época) do Bragantino pelo atacante. Na última janela, acabou vendendo o jogador ao mesmo clube por 6 milhões de euros (R$ 35,5 milhões), mais um atleta da base.

Sem citar nomes, Bap disse ainda que a venda de dois jovens da base no meio do ano teria resolvido o problema financeiro de 2026. Um deles é o zagueiro João Victor, por quem o clube vem recusando propostas de cerca de 10 milhões de euros.

O dirigente também comentou a contratação de Lucas Paquetá, alvo de críticas da oposição pelo custo total de R$ 315 milhões. Segundo Bap, o investimento não teria sido feito se a diretoria soubesse que algumas receitas previstas não se confirmariam. Entre elas, ele citou a venda frustrada de Plata, o fracasso na negociação dos naming rights do Maracanã e a suspensão do patrocínio master.

Bap com Paquetá e Boto
Bap com Paquetá e BotoGilvan de Souza/Flamengo

Dívida sob controle, diz o clube

Apesar do resultado negativo, o Flamengo minimizou o aumento do endividamento em nota oficial. Segundo o clube, os índices permanecem “em níveis confortáveis”.

A alavancagem, que mede a relação entre a dívida e a capacidade de gerar caixa, está em 1,2 vez comparada ao EBITDA recorrente. Em dezembro de 2024, o índice era de 1,8 vez. Na prática, segundo o Flamengo, o clube conseguiria quitar toda a dívida em pouco mais de um ano apenas com o caixa gerado pela operação.

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