As altas temperaturas afetam, sim, a performance física dos jogadores e o ritmo das partidas. Os atletas correm menos e têm mais risco de lesão muscular, de acordo com estudo publicado nesta quinta (19) pelo CIES, instituto suíco de pesquisas esportivas.
Confira como o clima impacta no campo de jogo:
Peso dos graus Celsius nos jogadores
Os dados estatísticos de movimentação mostram que o corpo humano cobra um preço alto para se manter refrigerado sob sol forte.
Clima Ideal (Até 15°C): Em condições de temperatura amena, um jogador de futebol percorre, em média, 10,1 km ao longo dos 90 minutos de jogo.
Clima Extremo (30°C ou mais): Quando os termômetros atingem ou superam a marca dos 30°C, a distância média percorrida cai para cerca de 9,1 km.
Queda na intensidade tática: Essa redução de quase 1 km por jogador representa uma queda na intensidade tática da partida. Multiplicado por 10 jogadores de linha, um time sob calor extremo "corre" cerca de 10 km a menos no total, alterando completamente a dinâmica de recomposição e pressão na saída de bola.

Alerta na Copa do Mundo
Um novo estudo conduzido pela organização World Weather Attribution (WWA) revela que a Copa do Mundo de 2026 caminha para ser uma das mais sufocantes da história, com aproximadamente 25% de suas 104 partidas sob o risco de serem disputadas além dos limites de segurança térmica recomendados.
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O número de partidas disputadas em temperaturas críticas praticamente dobrou em relação ao Mundial de 1994. A temperatura é considerada crítica para os atletas quando ultrapassa 26ºC no índice WGBT, que mede o estresse corporal causado pelo calor.
Ciente do problema, a FIFA implementou paradas obrigatórias para hidratação, mas segundo o FIFpro, sindicato dos jogadores, os 3 minutos de pausa não são suficientes.

Estádios em alerta máximo
Em torneios de tiro curto e altíssima exigência, como a Copa do Mundo, jogar sob calor extremo não apenas diminui o espetáculo técnico para quem assiste, mas eleva exponencialmente o risco de fadiga precoce.
Neste Mundial, Miami, Kansas City, Filadélfia, Dallas e Houston apresentam a situação mais preocupante por conta da altitude, umidade, clima regional e características urbanas. Nessas cidades, a probabilidade de atingir o teto crítico de 28°C WBGT ocorre praticamente todos os anos no período do torneio (entre 11 de junho e 19 de julho).
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Atlanta, Boston, Nova York e a cidade mexicana de Monterrey apresentam a mesma tendência de alta frequência para o limite de 26°C WBGT.
Em Houston, Atlanta e Dallas, no entanto, os estádios são aclimatizados.

Brasileirão entre as ligas mais afetadas
Embora o calendário europeu tradicional tente fugir dos meses mais quentes, diversas ligas ao redor do globo sofrem de forma crônica com esse cenário de estresse térmico. Entre as principais competições prejudicadas, estão:
Brasileirão e a LaLiga (Espanha): Países onde as partidas da tarde em determinadas épocas do ano expõem os atletas a picos severos de temperatura.
K League (Coreia do Sul) e a Superliga da China): Campeonatos que enfrentam verões extremamente úmidos e abafados.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.
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