Os números mostram que as duas campeãs do mundo alcançaram exatamente o mesmo número de finalizações na parte ofensiva em seus jogos de abertura e criaram a mesma quantidade de grandes chances.
A parte ruim é que a ineficiência também atingiu os dois times, que voltam a campo na segunda rodada tentando acertar a pontaria.
Muito volume, pouca eficiência

Foram 90 minutos de muita transpiração e pouca inspiração dos espanhóis pra cima de Cabo Verde. Já o Uruguai teve um pouco mais de dificuldade diante da Arábia Saudita na abertura. Do lado dos favoritos, a ofensividade foi exatamente a mesma: 27 finalizações no jogo e apenas 2 grandes chances criadas — disparidade que evidencia a falta de qualidade nos chutes dos dois times.
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Com 19 passes-chave em seus respectivos jogos — outra coincidência entre as equipes na primeira rodada —, a bola até chegava nos atacantes, mas os espanhóis só acertaram a meta do goleiro Vozinha 7 vezes e os uruguaios incomodaram Al Owais em 10 oportunidades, o que gerou precisões de finalizações de apenas 25% e 37%, respectivamente.
Para fins de comparação, a França alcançou 72% de precisão nos chutes na partida de abertura com apenas 11 finalizações. Já a Argentina precisou de apenas 10 chutes para somar 60%. Diante de tais dados, percebe-se o abismo que existiu entre a qualidade dos ataques de Espanha e Uruguai e o de outras campeãs mundiais.

Muita posse, pouca criatividade
Espanhóis e uruguaios foram soberanos na manutenção da bola durante quase toda a partida, mas na maioria dos momentos as duas equipes não conseguiam criar boas jogadas. O mapa de calor do jogo do Uruguai mostra um povoamento mais espaçado no campo, evidenciando como La Celeste buscou alternativas diferentes para criar meios de chegar ao ataque.
Grande parte desses espaços foi preenchida por Maxi Araújo, que criou cinco chances no jogo e foi o atleta que mais criou boas oportunidades na partida.

Já com a Espanha, a situação foi muito diferente. Durante quase todos os 90 minutos La Roja alugou o campo de defesa de Cabo Verde. Ao todo, foram 800 passes trocados — quase o triplo de Cabo Verde que trocou 278 — e 668 toques no campo do rival, mas nenhuma criação mais aguda que levasse muito perigo à meta adversária.

Mais um desafio pela frente
Com a dificuldade de transpor as barreiras defensivas montadas pelas seleções mais “frágeis”, Espanha e Uruguai vão precisar adotar novas estratégias para alcançar a primeira vitória no grupo H do Mundial. Enquanto os espanhóis duelam contra a Arábia Saudita, os uruguaios terão um embate contra Cabo Verde.

A situação da Espanha é mais preocupante, já que a seleção não conseguiu vencer seus últimos quatro compromissos em Copas. A última sequência de La Roja sem vitórias em Mundiais aconteceu entre 1982 e 1986, com quatro jogos de jejum.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções, 104 jogos e será disputado em 16 estádios.
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