O treinador francês encerra sua passagem pela seleção neste sábado, após a disputa do 3º lugar da Copa do Mundo contra a Inglaterra.
"Eu sei que o fim é amanhã", respondeu ele sobre comandar o time pela última vez. "Ninguém vai chorar aqui, mas sei que vou sentir falta da seleção francesa. Tive o privilégio por 15 anos de viver momentos mágicos e também difíceis. Mas a vida segue, sou uma pessoa positiva, sei que vai ser bom também. É a coisa mais incrível que me aconteceu, foram 25 anos da minha vida e isso marca. Ficam lembranças inesquecíveis. Mas o importante está sempre à frente."

Amistoso contra a Inglaterra?
"Não é um amistoso", disse Deschamps sobre a partida de consolação. "A gente não está mais com vontade de jogar do que os ingleses, mas o jogo está aí e é nosso objetivo."
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Deschamps também relevou que vai mudar o time para o jogo deste sábado: "Alguns não podem jogar e também por outros motivos que entendo e que vão me levar a tomar decisões."
Aceitar a derrota na semifinal
"É preciso aceitar a derrota, mas Espanha foi melhor que a gente, com dados físicos de distância e quantidade de corridas muito bons. Provavelmente foi no aspecto técnico e pela qualidade desse time espanhol que eles elevaram o nível. A decepção é do tamanho das ambições que a gente tinha. Tem que aceitar. Depois, férias. Eles precisam e eu também", explicou.
"Os espanhóis também jogaram com quatro atacantes. Não conseguimos atacar bem, erramos bastante e o adversário fez por onde. No Catar, jogamos com quatro atacantes e isso não impediu a gente de chegar na final. É uma escolha minha. Não faço isso pensando 'quero ser um treinador ofensivo'."
O mister também afirmou que a imprensa está sendo "um pouco dura" com o atacante Michael Olise.
"Ele não esteve no melhor nível contra a Espanha, como outros também. Mas ainda está em evolução. Claro que vai ser ainda melhor. Tem o evento, o lado emocional também. Mas se tem um jogador que se destacou nessa Copa... E além disso, como pessoa, é muito gente boa. Ele tem tudo para ir ainda mais longe. Às vezes trava, tem o adversário também. Dou o exemplo do Upamecano, agora é um monstro. Mas também precisou de tempo."
